Agentes de IA invadem empresas, indústrias e nosso dia a dia
Por Flavio Hirotaka Mine, Especialista em Dados e Inteligência Artificial na CENIBRA
2025 foi um ano marcante para os “agentes de IA”, softwares inteligentes capazes de agir autonomamente em diversas tarefas. De assistentes virtuais nos escritórios a sistemas que mantêm fábricas rodando 24 horas, esses agentes deixaram de ser promessa futurista para se tornar realidade prática. Empresas de todos os portes passaram a experimentar IAs integradas aos negócios, fábricas tradicionais adotaram algoritmos para otimizar produção, escritórios automatizaram tarefas burocráticas e, no dia a dia, milhões de pessoas interagiram com assistentes de voz e chatbots avançados.
A seguir, um balanço comparativo do que aconteceu em 2025 nesses diferentes contextos; empresarial, industrial, administrativo e cotidiano; destacando dados e perspectivas para 2026, em especial ao setor de celulose e papel.
AMBIENTE EMPRESARIAL: DA EMPOLGAÇÃO INICIAL À ESTRATÉGIA DE LONGO PRAZO
Em 2025, praticamente todas as grandes empresas já utilizavam IA em alguma função de negócio. Uma pesquisa global indicou que 88% das organizações reportaram uso regular de IA em pelo menos uma área (ante 78% no ano anterior). O ano foi marcado por uma corrida para inserir assistentes virtuais corporativos e ferramentas de IA generativa nos fluxos de trabalho. Aproximadamente 62% das empresas começaram a experimentar agentes de IA: sistemas baseados em modelos avançados que podem tomar ações em múltiplos passos.
No entanto, a maioria ainda estava em fase piloto: quase dois terços não haviam escalado essas soluções de forma ampla. Apenas cerca de um terço efetivamente levou projetos de IA para além dos testes iniciais. Os ganhos, por enquanto, apareceram mais na inovação e agilidade do que no lucro imediato.
Por exemplo, 64% dos executivos disseram que a IA impulsionou a inovação interna, mas só 39% notaram impacto positivo no lucro operacional atribuível à IA em nível de empresa. Isso mostra que em 2025 muitos colheram benefícios intangíveis tais como: melhores ideias, decisões mais rápidas, clientes mais satisfeitos; enquanto o retorno financeiro pleno deve vir com a maturidade. Ainda assim, o consenso era claro: quem ficasse de fora dessa onda de agentes inteligentes corria o risco de ficar para trás.
Para 2026 em diante, a tendência nas empresas é sair da experimentação e colher valor prático em escala. Projeções da Gartner indicam um salto enorme na incorporação de agentes de IA em aplicativos corporativos: de menos de 5% em 2025 para 40% de todos os aplicativos empresariais já integrando agentes de IA até o fim de 2026. Isso significa que recursos de IA hoje vistos como novidade; como assistentes em e-mail, CRM, análise de dados; rapidamente se tornarão padrão em quase metade das ferramentas de trabalho. Gartner ainda prevê que, até 2029, pelo menos 50% dos profissionais do conhecimento precisarão desenvolver habilidades para trabalhar com agentes de IA, seja para supervisioná-los, configurá-los ou até criá-los sob demanda.
Ou seja, a força de trabalho estará lado a lado com “colegas virtuais” e deverá saber orientá-los. As empresas também estão aprendendo a equilibrar entusiasmo com realismo: após o boom de 2025, 2026 traz uma postura mais focada em resultados, integração nos processos e governança: ética, segurança e privacidade. Espera-se que projetos de agentes de IA deixem de ser apenas iniciativas isoladas de TI e passem a fazer parte da estratégia central de negócios, direcionados a aumentar receitas e eficiência.
Executivos têm uma janela curta para definir essas estratégias; em 2025, a Gartner alertou que lideranças de tecnologia tinham de 3 a 6 meses para traçar um plano claro de agentes de IA, sob risco de serem ultrapassadas. Em suma, no ambiente corporativo 2025 acendeu a chama da inovação com agentes inteligentes, e os próximos anos tratarão de espalhar esse fogo de forma controlada por toda a organização, transformando a maneira como trabalhamos.
AMBIENTE INDUSTRIAL: FÁBRICAS INTELIGENTES E O SETOR DE CELULOSE E PAPEL
No setor industrial, a adoção de agentes de IA veio pela via da automação e do ganho de eficiência. Manufatura foi o segmento líder na incorporação de automação robótica (RPA) em 2025: cerca de 35% das empresas industriais já utilizavam RPA para otimizar processos produtivos e administrativos, liderando todos os setores. Tecnologias de IA entraram em fábricas para prever falhas em máquinas, ajustar parâmetros de produção em tempo real e gerenciar estoques de forma inteligente.
Por exemplo, sensores conectados a agentes de IA passaram a monitorar equipamentos críticos e puderam reduzir em 15% a 20% os custos de manutenção, evitando paradas não planejadas, enquanto aumentavam a produtividade em 5% a 10% em linhas de produção como as de celulose e papel. O setor, tradicional e intensivo em capital, merece destaque: fábricas adotaram IA para otimizar o cozimento da polpa, otimizar consumo de químicos, economizar energia nas secadoras de papel e melhorar o controle de qualidade. Medições de qualidade que antes demoravam horas em laboratório agora são previstas em tempo real por agentes de IA, permitindo ajustes instantâneos e menos desperdício.
Como resultado, empresas relatam melhorias concretas na eficiência e redução de custos de produção. Em síntese, 2025 viu a indústria abraçar a IA não por modismo, mas por vantagem competitiva: diante de margens de lucro apertadas, oscilações de preços e pressão por sustentabilidade, otimizar 1% aqui e economizar alguns milhões ali faz enorme diferença.
O setor de celulose e papel exemplifica as perspectivas futuras da IA na indústria. Um estudo do ifpinfo de 2025 projetou que o mercado global de IA para essa indústria praticamente dobrará na próxima década – de US$ 7,1 bilhões em 2024 para US$ 14,7 bilhões em 2034. Isso indica investimentos contínuos em fábricas cada vez mais inteligentes e conectadas. Nos próximos anos, manutenção preditiva, prescritiva e otimização de processos permanecerão áreas-chave, com agentes de IA ainda mais sofisticados orquestrando fábricas inteiras.
Conceitos de “fábrica autônoma” ganharão força: imagine diferentes agentes: um otimizando processo das Caldeiras, outro da logística de celulose, outro da qualidade do papel, todos se comunicando e tomando decisões coordenadas. Esses avanços também servirão às metas de sustentabilidade: algoritmos ajustarão operações para minimizar consumo de energia e água, ajudando o setor a reduzir sua pegada ambiental. Também veremos uma democratização da IA industrial – mesmo empresas de médio porte poderão acessar soluções de agentes prontos, oferecidos por fornecedores, sem precisar desenvolver tudo do zero. Um desafio à frente será qualificar mão de obra para interagir com essas tecnologias.
Mas a direção está traçada: indústrias que historicamente eram analógicas, como a de celulose e papel, caminham para se tornarem ambientes altamente digitalizados, onde humanos e agentes de IA operam em sinergia para produzir mais, com melhor qualidade e menor custo.
AMBIENTE ADMINISTRATIVO: MENOS BUROCRACIA, MAIS AUTOMAÇÃO INTELIGENTE
Em 2025, escritórios administrativos e departamentos corporativos viveram uma revolução silenciosa da automatização. A pandemia de 2020 já havia acelerado a digitalização de processos, e em 2025 isso se converteu em ações concretas: fluxos de trabalho repetitivos passaram a ser delegados a bots de software e algoritmos. Pesquisas indicaram que 53% das organizações no mundo iniciaram sua jornada de RPA (Automação Robótica de Processos) e outros 19% planejavam adotar RPA até 2027. Ou seja, mais de 70% das empresas estavam empenhadas em automatizar tarefas burocráticas usando algum tipo de agente de IA.
Departamentos financeiros lideraram esse movimento – cerca de 80% dos líderes de finanças implementaram ou estavam implementando RPA para agilizar contas a pagar, folhas de pagamento, conciliações etc. Os ganhos foram imediatos em precisão e tempo: tarefas que antes consumiam horas de trabalho humano passaram a ser resolvidas em segundos pelos robôs de software, sem erros de digitação.
Além disso, agentes virtuais inteligentes assumiram funções de atendimento interno, tais como tirar dúvidas de funcionários sobre TI ou RH via chat e triagem de informações: classificando e-mails, organizando documentos digitalizados. Importante notar: 2025 não foi o ano em que os humanos foram “substituídos”, mas sim redirecionados. As pessoas passaram a se concentrar nas exceções e decisões importantes, enquanto a IA cuidou do trabalho braçal repetitivo por trás dos bastidores.
Para o futuro próximo, a administração caminha rumo à “hiper automação” – a aplicação combinada de várias tecnologias: IA, RPA, processamento de linguagem, análise de dados; para automatizar tudo que for possível. Analistas estimam que, mantido o ritmo atual, a automação de processos atingirá adoção quase universal em cerca de 5 anos.
Em outras palavras, até 2030 quase toda organização terá agentes de IA executando tarefas operacionais padronizadas. Um dado impressionante da Gartner previa que já até 2024 organizações poderiam reduzir custos operacionais em 30% ao combinar automação com reengenharia de processos – meta que deve estar se realizando a partir de 2025 para frente.
Assim, espera-se que em 2026-2027 as empresas colham economias significativas e ganhos de agilidade graças a fluxos de trabalho 100% digitais e inteligentes. Também veremos agentes de IA administrativos mais “espertos”: saindo do passo-a-passo rígido do RPA tradicional para adaptações dinâmicas movidas a IA. Por exemplo, um bot de contas a pagar que não só lança faturas mas resolve discrepâncias consultando contratos e até negociando prazos simples com fornecedores via e-mail.
No setor público, essa revolução também continuará: serviços ao cidadão cada vez mais automatizados, desde a emissão de documentos até chatbots governamentais esclarecendo dúvidas do público. Tudo isso exigirá, claro, investimento em segurança e qualidade de dados, para evitar erros automatizados em escala, e gestão da mudança: treinar funcionários para trabalhar em parceria com as IAs e assumir funções analíticas. Mas ao cidadão comum, o efeito será positivo e visível: menos filas, menos tempo de espera em atendimentos, menos erros em burocracias – uma máquina administrativa mais ágil impulsionada por agentes artificiais.
NO DIA A DIA: ASSISTENTES EM TODO LUGAR E HÁBITOS EM TRANSFORMAÇÃO
Para o público geral, 2025 será lembrado como o ano em que a IA entrou de vez nos lares e rotinas. Até quem não trabalha com tecnologia passou a conviver com agentes de IA, muitas vezes sem notar. Um exemplo é o uso de assistentes de voz, que se popularizou mundialmente: aproximadamente 20,5% das pessoas no planeta usam buscas ou comandos de voz ativamente – ou seja, 1 em cada 5 seres humanos já fala com a Alexa, Siri, Google Assistente etc., para perguntar algo ou dar instruções.
O número de dispositivos com assistentes virtuais alcançou 8,4 bilhões em 2024, superando a população global. Esses assistentes estão em nossos bolsos (smartphones), salas (alto-falantes inteligentes) e carros, ajudando em tarefas cotidianas desde checar a previsão do tempo, acender luzes da casa, até fazer compras online. Aliás, plataformas de comércio notaram um salto no envolvimento de agentes automatizados nas compras: durante a Black Friday de 2025, o tráfego gerado por IAs em sites de varejo nos EUA aumentou 805% em relação ao ano anterior, com agentes, tais como “assistentes de compras” pessoais, sendo responsáveis por US$ 22 bilhões em vendas globais online. Ou seja, muita gente já deixou algoritmos caçarem ofertas e concluírem pedidos em seu lugar, economizando tempo.
Outra grande protagonista de 2025 foi a IA generativa para uso geral. O ChatGPT e ferramentas similares explodiram em popularidade – o chatbot da OpenAI alcançou 800 milhões de usuários ativos semanais em outubro de 2025, dobrando em relação aos 400 milhões de usuários semanais que tinha no início do ano. Essa adesão meteórica fez da IA uma presença comum: estudantes usando para resumir textos, profissionais para auxiliar na escrita de e-mails ou código, e pessoas em geral buscando conversas e ajuda em todo tipo de assunto.
O que esperar, então, para 2026 e anos seguintes na nossa vida cotidiana com IA? A tendência é que os agentes de IA fiquem ainda mais onipresentes e ao mesmo tempo mais invisíveis. Em outras palavras, eles estarão em praticamente todos os serviços digitais e dispositivos, porém operando de fundo, de modo fluido. A previsão de especialistas é que emergirá uma verdadeira “economia de agentes”, na qual agentes autônomos realizarão transações e tarefas em nome dos humanos de forma rotineira.
Estima-se, por exemplo, que essa economia de agentes possa agregar US$ 3 trilhões em produtividade adicional globalmente na próxima década. O mercado de agentes de IA em si deve crescer de apenas US$ 5,4 bilhões em 2024 para astronômicos US$ 236 bilhões em 2034, à medida que múltiplos setores adotem agentes para vendas, suporte, logística, entretenimento e mais. Para os consumidores, isso se traduz em experiências mais personalizadas e convenientes: imagine assistentes pessoais que antecipam suas necessidades; um agente que agenda seu médico ao detectar que você anda se queixando da saúde, por exemplo; ou bots inteligentes que negociam o melhor preço de seguros e renovam contratos automaticamente para você.
Contudo, junto com a comodidade virá o desafio da confiança. Com tantos agentes agindo por nós, será crucial garantir segurança – já se discute implantar frameworks como o “Know Your Agent” (Conheça Seu Agente), similar ao “Conheça Seu Cliente” nos bancos, para certificar identidades e intenções de agentes autônomos. Isso porque metade do tráfego da internet já é gerada por bots e quase 1/3 de todo tráfego online provém de bots mal-intencionados. Regulamentações e boas práticas deverão evoluir para que a proliferação de IAs não mine a confiança digital, garantindo que agentes façam compras ou tomem decisões realmente em nosso benefício, e não para fraudes.
De forma geral, a vida diária tende a ficar mais entremeada de interações indiretas com IA. Se em 2025 muita gente se encantou ao conversar com um ChatGPT, em 2030 talvez seja comum nem perceber que diversos serviços que usamos são conduzidos por inteligências artificiais conversando entre si nos bastidores. O importante será que essa tecnologia se mantenha acessível e sob controle humano, servindo para facilitar nossas vidas, seja no trabalho, em casa ou na rua, sem substituir as relações e decisões que importam.
COMPARATIVO SETORIAL: PRINCIPAIS ESTATÍSTICAS DE 2025 E PROJEÇÕES FUTURAS
Para resumir o panorama, a tabela a seguir compila alguns dos dados mais relevantes de 2025 sobre agentes de IA em cada contexto abordado, juntamente com perspectivas para 2026 e além:
| Contexto | 2025: Destaques e estatísticas | Perspectivas futuras (2026+) |
| Empresarial | • 88% das empresas usavam IA em ao menos em uma função. • 62% experimentavam agentes de IA . • Apenas ~33% tinham projetos de IA escalados em nível corporativo. |
• Até fim de 2026: 40% dos aplicativos empresariais terão agentes de IA integrados. • Até 2029: 50% dos profissionais precisarão saber trabalhar com agentes de IA (nova habilidade básica). |
| Industrial | • 35% das empresas de manufatura já adotavam automação robótica de processos (RPA). • IA propiciou -15% a -20% nos custos e +5% a +10% na produtividade em fábricas de celulose e papel. • 0 grandes incidentes relatados envolvendo falhas da IA – adoção focada e segura. |
• Investimento contínuo: mercado de IA em celulose e papel deve crescer de US$ 7,1 bi (2024) para US$ 14,7 bi (2034). • Fábricas autônomas: agentes especializados coordenando manutenção, qualidade e logística em tempo real, com mínima intervenção humana. |
| Administrativo | • 53% das org. iniciaram RPA e +19% planejam até 2027 (transformação pós-pandemia). • 80% dos líderes financeiros adotam/planejam automação de tarefas. • 98% dos líderes de TI veem automação como vital para eficiência. |
• Hiperautomação: tendência de automatizar virtualmente todos os processos repetitivos até o fim da década. • -30% custos operacionais combinando IA + otimização de processos. • Novos empregos centrados em IA (analistas de automação, treinadores de bots) absorverão parte das funções antigas. |
| Cotidiano | • 20,5% da população global usa comandos de voz regularmente. • 8,4 bi de assistentes de voz em uso (superando a população humana). • 800 mi de usuários semanais no ChatGPT (oct/25) – IA generativa popular. |
• Economia de agentes: espera-se +US$ 3 trilhões em ganhos de produtividade na próxima década graças a agentes. • Até 2034: mercado global de agentes de IA ~US$ 236 bi; agentes transacionando entre si por nós (compras, agendamentos). • Desafios: regular identidades de agentes (Know Your Agent) e combater bots maliciosos. |
Em suma, 2025 consolidou os agentes de IA como uma realidade multifacetada: nas empresas, acelerando trabalhos e apontando novas formas de inovar; nas indústrias, elevando eficiência e modernizando até setores centenários como papel e celulose; nos escritórios administrativos, aliviando a carga burocrática; e na vida diária, oferecendo conveniência nunca antes vista. Os números de 2025 refletem tanto o entusiasmo, adoção altíssima, milhões de usuários novos, quanto a fase inicial, muitas iniciativas em piloto, impactos ainda medianos em resultados financeiros. Já as projeções para 2026 e além sugerem que estamos apenas no começo dessa jornada. Os agentes de IA tendem a ficar cada vez mais integrados em tudo, muitas vezes comunicando-se diretamente uns com os outros, inaugurando uma era em que parte considerável do trabalho e das interações será delegada a entidades virtuais. Isso trará ganhos imensos de produtividade e tempo, ao mesmo tempo em que exigirá responsabilidade na implementação.
Como em toda grande revolução tecnológica, o sucesso estará em encontrar o equilíbrio certo. No caso da inteligência artificial, significa aproveitar o melhor dos agentes de IA: sua velocidade, precisão e incansável capacidade de aprendizado; e aliá-los às qualidades humanas insubstituíveis, como criatividade, empatia e julgamento ético. Se 2025 foi o ano do “boom”, 2026 será o ano da consolidação, a década à frente será aquela em que aprenderemos a viver, trabalhar e prosperar lado a lado com inteligências artificiais. Será um mundo diferente, mas que, com a devida preparação e cautela, pode nos proporcionar práticas empresariais mais inteligentes, indústrias mais eficientes, rotinas administrativas mais leves e um dia a dia cheio de conveniências; em outras palavras, uma sociedade que usa a tecnologia dos agentes de IA como aliada para criar mais valor e facilitar a vida de todos, sem perder de vista a confiança e a humanidade que nos une.












