Representantes das forças de segurança e do setor produtivo discutiram, na quarta-feira, 7, estratégias para enfrentar os impactos do crescimento econômico na região leste de Mato Grosso do Sul. A reunião do Conselho Interativo de Segurança Microrregional Leste (Conseg), realizada em Três Lagoas (MS), marcou a entrada da Arauco no grupo.
O encontro aconteceu no escritório da empresa e reuniu integrantes do Conseg, além de representantes das polícias Civil e Militar de Três Lagoas, Paranaíba e Inocência. Durante a reunião, a Arauco apresentou detalhes do Projeto Sucuriú, que prevê a construção de sua fábrica de celulose em Inocência (MS).
Atualmente, cerca de 12 mil trabalhadores atuam na obra. A expectativa é que o número alcance 14 mil até outubro, período previsto para o pico da construção, contingente próximo à população do município. Segundo as autoridades, o crescimento acelerado impulsionado pelos investimentos em celulose também impõe novos desafios à segurança pública.
Entre as principais preocupações estão o aumento da criminalidade e os impactos provocados pelo crescimento populacional nas cidades da Costa Leste. Diante desse cenário, a Arauco formalizou sua entrada no Conseg com o objetivo de colaborar com ações de segurança pública e atuar em parceria com as forças policiais.
Durante a reunião, a empresa também apresentou a estrutura de monitoramento de incêndios utilizada nas áreas florestais. O sistema permite identificar focos em tempo real e agir rapidamente para evitar a propagação do fogo.
O presidente do Conseg, Eurides Silveira de Freitas, destacou a importância da adesão da companhia ao conselho. “Para nós é uma vitória muito grande. Agora vamos tentar trazer outras empresas para somar junto conosco no Conselho de Segurança da Costa Leste”, afirmou.
Segundo Eurides, o Conseg existe desde 2015 e atua como elo entre a iniciativa privada, a sociedade e as instituições de segurança. Até então, entre as grandes indústrias da região, apenas a Suzano integrava oficialmente o conselho. “O conselho auxilia as forças de segurança na parte de inteligência, emergência e também em ações sociais. Temos bastante investimento nessa área”, explicou.
Os recursos utilizados pelo Conseg são provenientes de aportes realizados por empresas parceiras. O dinheiro é aplicado em demandas apresentadas pelas forças de segurança, como compra de equipamentos, manutenção de viaturas e melhorias na estrutura de atendimento.
Conforme o presidente do conselho, uma das finalidades é agilizar investimentos e reduzir a burocracia em situações emergenciais. “Às vezes uma peça simples para um veículo custa pouco, mas o processo burocrático pode levar até 90 dias. O conselho ajuda justamente nesses atendimentos mais rápidos”, explicou.
O delegado regional da Polícia Civil de Três Lagoas, Aiton Pereira, ressaltou a relevância da participação das empresas nas ações de segurança pública. “Essa aproximação com a comunidade e com as empresas vem surtindo efeito. Temos tido ajuda na parte operacional e também na troca de informações”, afirmou.
O comandante da Polícia Militar de Três Lagoas, Ronaldo Moreira, também destacou a importância da integração entre sociedade, empresas e forças policiais. “O crescimento rápido das cidades exige planejamento e responsabilidade social. Essa união de esforços vai além do aporte financeiro. É uma troca de informações e uma preocupação conjunta com a segurança pública da região”, declarou.












