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Arauco obtém licença ambiental para avançar com ramal ferroviário que ligará fábrica de celulose à Malha Norte

Com 48 km de extensão e capacidade para escoar até 3,5 milhões de toneladas de celulose por ano, o ramal reforçará o papel de Mato Grosso do Sul como principal polo exportador do produto no país

A Arauco recebeu autorização do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) para avançar com a implantação do ramal ferroviário que atenderá o complexo industrial de celulose da empresa em Inocência (MS), a cerca de 300 km de Campo Grande (MS).

Em abril deste ano, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) já havia concedido permissão para a construção e exploração do ramal por um período de 99 anos.

O projeto prevê a instalação de 48 quilômetros de trilhos, conectando a nova fábrica de celulose à Malha Norte (Ferrovia Norte Brasil – EF-364), operada pela Rumo Logística. A expectativa é que o ramal possibilite o escoamento anual de até 3,5 milhões de toneladas de celulose, consolidando ainda mais Mato Grosso do Sul como o principal polo exportador do produto no Brasil.

“Esses investimentos refletem a importância da Malha Norte para o setor de celulose, proporcionando uma solução logística eficiente para o escoamento da produção. Essa é a principal ferrovia de escoamento da celulose do Mato Grosso do Sul”, comenta o secretário Jaime Verruck, da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação).

A licença concedida pelo Imasul é provisória e tem validade até 12 de novembro de 2029. O documento atesta a viabilidade ambiental do empreendimento, considerado estratégico para a logística da nova fábrica de celulose da Arauco, que está sendo construída em Inocência com investimento estimado em US$ 4,6 bilhões.

O traçado aprovado inclui uma ponte de 269 metros e dois viadutos – um ferroviário e outro rodoviário – todos localizados no município. A autorização impõe ainda exigências ambientais rigorosas, como a instalação de dispositivos para evitar atropelamentos de fauna, monitoramento de acidentes com animais silvestres, manejo e translocação de espécies, além da recomposição das áreas impactadas.

Fonte
Correio do Estado
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