Automação amplia competitividade da CENIBRA e aponta caminhos para o futuro da celulose
Diretor Técnico, Industrial e Florestal, Leandro Dalvi, destaca avanços tecnológicos, impactos em sustentabilidade e estratégias que colocam o Brasil na vanguarda do setor
Presente na CENIBRA desde 2001 e com uma trajetória marcada pela atuação em processos industriais e ambientais, Leandro Dalvi assumiu em abril de 2025 o cargo de Diretor Técnico, Industrial e Florestal da companhia. À frente da nova função, ele assume a importância da automação como eixo estratégico para o futuro da empresa e destaca as iniciativas já em curso nas operações industriais e florestais da produtora de celulose.
AUTOMAÇÃO EM DIFERENTES ETAPAS DO PROCESSO
A CENIBRA tem priorizado o uso de automação em diferentes etapas do processo produtivo, desde a fábrica até a colheita florestal. “Temos aplicações de automação em diversos processos tanto industriais quanto florestais. Alguns deles já operam há muitos anos, como os controles avançados de processo nas áreas de cozimento, caustificação e produção de vapor”, afirma Dalvi. Uma das inovações mais recentes está no campo, com a utilização de máquinas colhedoras que contam com automação em alguns movimentos da lança do harvester, o que reduz o tempo de manobra e aumenta a produtividade por equipamento.

Segundo o diretor, a automação está integrada ao planejamento de longo prazo da companhia como resposta a desafios globais, como a escassez de mão de obra e a necessidade de reduzir custos operacionais. “A CENIBRA entende que a automação de alguns processos é uma saída definitiva para vários desafios que o mundo e a sociedade vêm enfrentando”, destaca. A companhia já estruturou um road map com as principais linhas de aplicação, além de uma lista de projetos oriundos de todos os seus processos e uma matriz de priorização para guiar o avanço tecnológico.
A transformação digital tem papel central nesse movimento, de acordo com o diretor. “A transformação de processos manuais, em suporte físico, para processos digitais, de fácil manuseio e armazenamento potencializa a tomada de decisão e os resultados da empresa”, explica. Entre as tecnologias adotadas, estão sensores, estatística multivariada, inteligência artificial, drones e controle avançado de processo, ferramentas que têm contribuído para estabilizar operações e ampliar os ganhos de eficiência.
CONTROLE AVANÇADO E IMPACTOS PERCEPTÍVEIS
Na fábrica, os sistemas de controle já operam há décadas, enquanto na floresta a automação vem embarcada nas máquinas adquiridas na renovação da frota. A CENIBRA iniciou o desenvolvimento dessas soluções internamente e, agora, busca parcerias tecnológicas para acelerar a implantação dos projetos priorizados. Com isso, os impactos são perceptíveis nos resultados.
“Os controles avançados de processo são utilizados para a predição de variáveis de saída utilizando variáveis mensuráveis de entrada. Isso permite uma grande estabilização dos processos e redução de perdas ou consumos de insumos”, comenta Dalvi. Ele também observa efeitos positivos nos indicadores de sustentabilidade e segurança, com processos mais estáveis que favorecem o ambiente de trabalho.
Na avaliação de Dalvi, a automação tem sido decisiva para a competitividade internacional da companhia. “Desde que temos processos mais estáveis, seguros e sustentáveis os custos ficam mais controlados e o empreendimento mais perene”, pontua. Os principais obstáculos, segundo ele, estão ligados aos custos de implantação, que variam conforme a tecnologia e complexidade envolvidas.
Para lidar com esse cenário, a empresa tem investido fortemente na formação de seus colaboradores. “A CENIBRA possui uma estrutura robusta de treinamento e capacitação de seus empregados. Já temos uma turma de especialistas em ciência de dados de vários processos prontos para desenvolver aplicações em suas áreas”, ressalta.
PERSPECTIVAS PARA O FUTURO DO SETOR
Dalvi acredita que os próximos anos serão marcados pela ampliação do uso da inteligência artificial no setor de celulose, abrindo caminho para novas possibilidades de automação. “Temos muito trabalho pela frente e infinitas possibilidades”, diz.
Ele conclui destacando o protagonismo do Brasil no cenário global: “O Brasil ocupa a posição de vanguarda na produção florestal e utiliza o estado da arte em tecnologia de produção de celulose, o que torna o país muito competitivo quando comparados a outros”.












