Beto Abreu apresenta estratégia da Suzano para atravessar instabilidade do mercado de celulose
Durante a Forest Products Latin America Conference, o presidente da Suzano, Beto Abreu, apresentou estratégias que incluem investimentos em genética florestal, expansão internacional e bioprodutos, além de defender avanços no mercado de créditos de carbono no Brasil
O mercado de celulose observa um cenário incerto à frente, diante dos desafios geopolíticos e econômicos mundiais, bem como o impacto das mudanças climáticas na cadeia e questões logísticas globais. Para lidar com o panorama adverso, grandes players do setor adotam diferentes estratégias, embora todas busquem o mesmo objetivo – sair do outro lado da tempestade perfeita.
Beto Abreu, presidente da Suzano, maior produtora de celulose de mercado do mundo, destacou que diante da instabilidade global é necessário ter atenção a três frentes que alavancam a companhia: gente (com os colaboradores e suas competências diversas funcionando como base); clientes (com uma gama variada e leal de clientes); e a posição competitiva, que se resguarda em fatores como portfólio e escala.
Durante a Forest Products Latin America Conference da Fastmarkets, Abreu ressaltou como a expansão da companhia nos EUA, no segmento de packaging, e sua nova joint venture com a Kimberly-Clark também são fatores estratégicos que reforçam a solidez da empresa. “O que controlamos internamente é a gestão de competitividade”, afirmou o executivo.
Diante das últimas movimentações da Suzano, o presidente avalia que a empresa deve focar nesses ativos mais recentes e novo crescimento inorgânico deve estar fora do radar da companhia no curto prazo. O foco da estratégia da empresa deve seguir na área florestal, investindo em materiais genéticos mais produtivos.
Em questão de novos mercados, a Suzano observa que as oportunidades para a fibra curta com novas aplicações desse material ampliando o crescimento orgânico de bioprodutos, seguindo o viés de desenvolvimento sustentável e ampliando a oferta de valor – abrangendo qualidade e custo.
Beto também ressaltou que o mercado de créditos de carbono ainda é muito embrionário no país e necessita avançar em termos de regulamentação e certificações brasileiras – que hoje não existem – para que o setor tenha oportunidade de desenvolver essa frente. “O Brasil tem a oportunidade de fomentar o mercado de créditos de carbono e estar na liderança dessa agenda global”, concluiu.












