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Câmara de Três Lagoas (MS) aprova área para terminal fluvial ligado à Bracell

Projeto prevê investimento superior a R$ 100 milhões e ampliação da logística hidroviária para o transporte de eucalipto em Mato Grosso do Sul

A Câmara Municipal de Três Lagoas (MS) aprovou, em regime de urgência, o Projeto de Lei nº 77/2026, que autoriza a cessão de uma área pública de 89,4 mil metros quadrados no Distrito Industrial II para a MSFC Florestal Ltda., empresa ligada à Bracell. O espaço será destinado à implantação de um terminal portuário fluvial voltado ao recebimento, armazenamento e carregamento de madeira de eucalipto para transporte pela Hidrovia Tietê-Paraná.

O empreendimento integra o pacote de investimentos anunciado pela Bracell em parceria com a Prefeitura de Três Lagoas e prevê aporte superior a R$ 100 milhões. O terminal será instalado no Rio Sucuriú, na região da Cascalheira, com foco na expansão logística da cadeia florestal em Mato Grosso do Sul.

Batizado de “Porto de Origem de Madeira”, o projeto fará parte da estrutura logística da companhia, permitindo o transporte da produção florestal de eucalipto até o terminal de Macatuba (SP). A iniciativa também busca ampliar o uso do modal hidroviário, reduzindo a dependência do transporte rodoviário e aumentando a eficiência operacional.

A matéria foi aprovada em turno único durante sessão ordinária realizada nesta terça-feira, 12. O pedido de tramitação em regime de urgência foi apresentado pelo líder do governo na Câmara, vereador Sargento Rodrigues, e recebeu aprovação unânime dos parlamentares.

O texto aprovado prevê a cessão da área em regime de comodato pelo prazo de 25 anos, sem transferência definitiva da propriedade. A empresa terá até 24 meses após a publicação da lei para concluir a implantação do terminal e iniciar as operações.

Segundo estudo de viabilidade técnica apresentado pela MSFC Florestal, o investimento estimado é de R$ 97,3 milhões, com recursos próprios. O terminal contará com área operacional de aproximadamente 80,9 mil metros quadrados e funcionamento contínuo em regime de 24 horas.

Como contrapartida, a empresa deverá investir ao menos R$ 3 milhões em obras de infraestrutura pública no Parque da Cascalheira. O projeto também prevê a geração de cerca de 200 empregos durante as obras e 130 postos de trabalho diretos na fase operacional.

Além dos empregos diretos, a operação deve movimentar a economia regional com a atuação de aproximadamente 500 motoristas de caminhão responsáveis pelo transporte da produção entre as áreas de cultivo e o porto fluvial.

A proposta estabelece ainda exigências relacionadas à obtenção de licenças ambientais, urbanísticas e operacionais, além da manutenção da regularidade fiscal, trabalhista e ambiental durante toda a vigência do contrato. A fiscalização ficará sob responsabilidade da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação, com inspeções periódicas durante a implantação e operação do terminal.

Segundo o estudo técnico anexado ao projeto, o terminal hidroviário deverá contribuir para a redução dos custos logísticos, maior previsibilidade operacional e fortalecimento da cadeia florestal na região leste de Mato Grosso do Sul.

Fonte
Correio do Estado
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