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Celulose e transição energética sustentável: a tecnologia por trás desta realidade

Com a implementação de práticas em sustentabilidade e tecnologias apropriadas, as fábricas alcançam neutralidade energética, descontaminação e regeneração de recursos

A celulose está presente no cotidiano das pessoas em diversos produtos, indo muito além do seu uso mais comum – o papel – ela também está presente em tecidos, produtos de cuidados pessoais, como fraldas e absorventes, itens farmacêuticos, cosméticos e outros. Diante disso, essa matéria-prima tem grande importância para a sociedade. Adicionalmente, como sua produção tem como base as florestas plantadas, sua operação está intrinsecamente ligada à sustentabilidade. 

Nesse sentido, como uma indústria que consome água e energia em seu processo produtivo, uma operação mais sustentável e econômica é uma das principais ambições do setor. Assim, as empresas de papel e celulose têm investido em inovação, tecnologia e novos processos para produzir de forma sustentável e harmônica com o meio ambiente. Motivadas por uma consciência ecológica cada vez maior, trilham o caminho para moldar um futuro mais sustentável para a sociedade de forma acelerada. Para isso, tecnologias disruptivas devem colaborar com o mercado. 

SISTEMAS DE TRATAMENTO DE ÁGUA 

A produção de papel e celulose demanda grandes quantidades de água em todas as etapas do processo, desde o cultivo das árvores até a fabricação do produto final. No entanto, é possível adotar medidas para otimizar o uso desse recurso e minimizar os impactos ambientais. Um exemplo de boas práticas na indústria de papel e celulose é a implementação de sistemas de tratamento de água, desde as mais avançadas estações de tratamento para a produção de água industrial, desmineralização e de efluentes, que permitem a reutilização da água em diferentes etapas do processo produtivo. 

Além disso, a adoção de soluções e tecnologias mais eficientes e sustentáveis contribui para a redução do consumo de água e a preservação dos recursos hídricos. Na década de 1980, o consumo de água para produzir uma tonelada de celulose era significativamente alto, variando entre 180 m³ a 200 m³ por tonelada. 

No entanto, graças a investimentos em gestão hídrica e inovações tecnológicas, esse número foi drasticamente reduzido ao longo dos anos. Em 2022, o consumo médio de água por tonelada de celulose produzida caiu para apenas 25 m³, segundo dados do Instituto Brasil Florestal. 

Foto: Divulgação

TECNOLOGIAS SUSTENTÁVEIS 

O uso da tecnologia vem sendo um diferencial em novas fábricas de papel e celulose para regenerar fontes de água e alcançar neutralidade energética. 

Um exemplo está nas estações de tratamento de água para caldeira, conhecidas como ETAC, as quais desempenham um papel fundamental na corrente de neutralidade energética da fabricação de papel e celulose, garantindo a produção confiável de água desmineralizada de alta qualidade para a geração de vapor requerido nos sistemas de cogeração de energia. O vapor gerado é usado em outros processos produtivos, enquanto a energia elétrica gerada é usada para alimentar as instalações da fábrica e pode ser até exportada para a rede elétrica. 

A cogeração de energia a partir do vapor proveniente de água desmineralizada vem sendo um diferencial nas estratégias em sustentabilidade das fábricas de papel e celulose. Além de aumentar a autossuficiência energética e ter menores custos operacionais, contribui para a redução da pegada de carbono e para acelerar a transição energética para energias renováveis – gerando, consequentemente, impacto positivo nas comunidades ao redor, reduzindo a dependência de fontes externas. 

COMO FUNCIONA A PRODUÇÃO DE ÁGUA DESMINERALIZADA PARA A COGERAÇÃO DE ENERGIA? 

Um exemplo de processo em uma ETAC é o Tratamento de Água. A água tratada é bombeada da Estação de Tratamento de Água (ETA) e separada em duas correntes. Uma parte segue para o tratamento de água de selagem, passando por filtros cartucho antes de ser enviada para o limite de bateria. A outra corrente é destinada à produção de água ultrapura para alimentação das caldeiras. 

O tratamento de água ultrapura inicia com a pré-filtração em filtros de discos, removendo sólidos grosseiros que possam danificar as membranas de ultrafiltração subsequentes. Na etapa de ultrafiltração, são utilizadas membranas ZeeWeed 1500 pressurizadas, tecnologia patenteada e proprietária da Veolia, com elevada eficiência na remoção de sólidos suspensos e condicionamento da água para a remoção de sais dissolvidos. 

Em seguida, a água passa pelos sistemas de Osmose Reversa, utilizando membranas espiraladas de última geração como barreira física para a remoção de sais dissolvidos. Por fim, um sistema de leitos mistos realiza o polimento final da água, que é então armazenada em um tanque de água desmineralizada antes de ser bombeada para os sistemas de geração de vapor. 

A ETAC da Veolia representa um exemplo de excelência em tecnologia e sustentabilidade. Empregando soluções de vanguarda e processos inovadores, a estação adota uma abordagem abrangente na minimização do impacto ambiental. Desde a seleção criteriosa de materiais e equipamentos de alta eficiência até a implementação de sistemas inteligentes de controle e monitoramento, cada aspecto é meticulosamente projetado para maximizar a preservação dos recursos naturais. 

Para saber mais sobre as soluções da Veolia, acesse o site: https://www.watertechnologies.com/ 

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