CMPCESGNotícias

CMPC avança em ações de combate às mudanças climáticas

A companhia implementou melhorias ambientais na unidade industrial de Guaíba que reduziram em 60% as emissões atmosféricas

Os últimos anos têm sido marcados por fenômenos climáticos extremos em todo o mundo. No Rio Grande do Sul, volumes inéditos de chuvas atingiram centenas de municípios, o Lago Guaíba registrou um recorde histórico de inundação e o estado enfrenta uma situação de calamidade pública. Esses eventos ambientais podem indicar um avanço das mudanças climáticas, impulsionadas pelo alto volume de emissões de carbono, resultantes da queima de combustíveis fósseis, desmatamento, produção não sustentável, entre outros fatores.

Uma das empresas localizadas no Rio Grande do Sul que busca desacelerar o aquecimento global é a multinacional chilena CMPC. A companhia opera em 75 municípios gaúchos com plantios de eucalipto e mais de 200 mil hectares de área preservada. Na unidade industrial em Guaíba, a CMPC produz cerca de 2 milhões de toneladas de celulose, matéria-prima para produtos de higiene pessoal, embalagens e vários outros itens do cotidiano.

As florestas plantadas pela CMPC capturam um grande volume de carbono da atmosfera durante a fotossíntese. Hoje, o sequestro de carbono das florestas da empresa neutraliza o equivalente a cinco vezes as emissões do transporte terrestre de Porto Alegre, segundo dados do inventário de emissões do município.

Desde 2019, a CMPC assumiu metas ambientais globais. A empresa projeta reduzir em 25% o uso de água em processos industriais e se tornar uma organização zero resíduo até 2025, além de diminuir em 50% as emissões de gases de efeito estufa e aumentar em 100 mil hectares as áreas de conservação ambiental até 2030.

Para atingir esses objetivos, a CMPC lançou a “Estratégia de Natureza, Conservação e Biodiversidade”, que insere a proteção ambiental como um dos pilares da multinacional e visa aprofundar iniciativas de restauração da vegetação nativa em suas áreas de conservação.

No Rio Grande do Sul, o Projeto BioCMPC tornou-se o maior investimento em sustentabilidade da história do estado. A iniciativa implementou melhorias ambientais na unidade industrial de Guaíba, reduzindo em 60% as emissões atmosféricas da produção.

Além disso, a CMPC tem se destacado pelo uso de hidrovias. Em 2023, a companhia transportou 2,5 milhões de toneladas por barcaças pela Lagoa dos Patos. O uso desse modal evitou 100 mil viagens de caminhão, eliminando a emissão de aproximadamente 56 mil toneladas de carbono.

As ações da CMPC têm recebido destaque mundial. O Índice Dow Jones de Sustentabilidade classificou a empresa como a mais sustentável do mundo na categoria Celulose e Papel. Neste ano, o grupo liderou o ranking de Sustentabilidade Corporativa da S&P Global e ficou em primeiro lugar no indicador de Sustentabilidade do Fastmarkets Forest Products PPI Awards 2024, ambos no segmento florestal.

Confira algumas das ações promovidas pela CMPC e seus eixos temáticos:

• Carbono Negativo: em 2022, as operações florestais e industriais totalizaram 1.083.981 tCO2e lançadas na atmosfera, enquanto as florestas da companhia retiraram do ar três vezes mais CO2 do que o montante produzido. No final de 2022, o estoque de carbono das áreas de conservação atingiu 53.197.908 tCO2e;

• Matriz de Energia Limpa: desde 2019, com a implementação do Sistema de Gestão de Energia seguindo a norma ISO 50.001, a unidade adotou a estratégia do uso de biomassa, resultando na produção de energia elétrica para o polo. A unidade de Guaíba conta com duas caldeiras de recuperação que utilizam o licor negro para gerar energia limpa. A produção decorrente dessa prática mantém um índice de 84% de autossuficiência, com o excedente sendo comercializado à rede pública. O total gerado anualmente é suficiente para abastecer uma cidade de 50 mil habitantes durante um ano;

• Recursos Hídricos e Efluentes: a CMPC, de forma pioneira na utilização dessa tecnologia em indústrias de celulose, colocou em prática um sistema de tratamento de efluentes que torna a unidade uma das poucas no mundo com essa estrutura. A água para o processo de produção de celulose vem do Lago Guaíba. Depois de sua utilização, passa pelos tratamentos primário, secundário e terciário para ser devolvida com maiores índices de pureza do que quando foi captada.

Na operação florestal está em curso uma reformulação do sistema de higienização de tubetes em que são plantadas as mudas de eucalipto, onde redireciona o uso da água da chuva para atividades de limpeza, como lavagem de pisos, entre outros. O Viveiro também conta com a instalação de uma ETA (estação de tratamento de água) para criar um circuito fechado de utilização e economizar ainda mais água. E como forma de aprimorar ainda mais o uso racional de recursos hídricos, está em processo de instalação um sistema de telemetria de irrigação, onde, de forma online, será possível acompanhar o consumo, possíveis vazamentos e atribuições.

Ainda na operação florestal, desde o ano de 2020, a CMPC vem reduzindo em cerca de dez vezes o uso de água com uma medida simples: a aplicação de herbicidas por meio de drones. Os equipamentos são responsáveis por pulverizar o conteúdo nas plantações. Estima-se que a aplicação com drones reduza de 150L para 15L a quantidade necessária de água que está presente no processo para cada hectare, além de trazer mais eficácia no resultado final.

Mostrar mais
Botão Voltar ao topo