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CMPC mantém receita estável no 1º trimestre e avança com projetos estratégicos

Companhia registrou vendas de US$ 1,8 bilhão no período, enquanto manutenção programada em Guaíba (RS) impactou temporariamente a produção de celulose

A CMPC divulgou, em 8 de maio, os resultados do primeiro trimestre de 2026, período marcado pela manutenção programada de suas instalações de celulose em Guaíba (RS), que impactou temporariamente os volumes de produção e a rentabilidade da companhia. Apesar disso, a empresa destacou avanços em iniciativas de eficiência operacional, controle de custos e recuperação das margens no segmento de bioembalagens.

A companhia chilena de produtos florestais e de consumo encerrou o trimestre com vendas praticamente estáveis em relação ao mesmo período do ano passado, totalizando US$ 1,817 bilhão. O lucro líquido foi de US$ 25 milhões, resultado inferior ao registrado no primeiro trimestre de 2025, refletindo principalmente os efeitos da parada programada e o cenário operacional em alguns mercados estratégicos.

O EBITDA alcançou US$ 255 milhões, com margem de 14,1%, representando recuo de 8% na comparação anual e de 2% frente ao quarto trimestre de 2025.

MANUTENÇÃO IMPACTA VOLUMES DE CELULOSE

Segundo a companhia, a manutenção programada nas linhas L1+L2 da unidade de Guaíba ocorreu conforme o planejado. O segmento de celulose, principal gerador de EBITDA da CMPC, registrou redução nos volumes de vendas a terceiros, que somaram 937 mil toneladas no trimestre, queda de 10% em relação ao período anterior.

O EBITDA da divisão caiu 19% na comparação anual, totalizando US$ 155 milhões. Ainda assim, a margem de 21,2% foi considerada saudável em relação aos padrões históricos do setor.

 

Por outro lado, o aumento nos preços da celulose kraft branqueada de fibra curta (BHKP) ajudou a compensar parcialmente os efeitos da menor produção. Os preços avançaram 6,1% em relação ao trimestre anterior.

A produção total de celulose no período atingiu 987 mil toneladas, sendo 799 mil toneladas de celulose kraft branqueada de eucalipto (BEKP) e 188 mil toneladas de BSKP. Os preços médios de exportação chegaram a US$ 561 por tonelada para a BEKP e US$ 674 por tonelada para a celulose kraft branqueada de fibra longa (BSKP).

CONTROLE DE CUSTOS E INVESTIMENTOS ESTRATÉGICOS

Mesmo diante da pressão sobre os volumes, a CMPC conseguiu manter estabilidade nos custos operacionais. No primeiro trimestre, os custos representaram 67,7% das vendas, praticamente em linha com os 67,5% registrados um ano antes.

A empresa destacou os ganhos obtidos com iniciativas de eficiência, especialmente por meio do programa MaxEo, da Softys, que gerou economias sequenciais e ajudou a compensar parte dos impactos negativos relacionados à produção.

As despesas operacionais totalizaram US$ 332 milhões, alta de 7% na comparação anual. Ainda assim, o indicador apresentou melhora de 5% frente ao trimestre anterior.

Os investimentos de capital cresceram 24% em relação ao primeiro trimestre de 2025, alcançando US$ 185 milhões. Desse total, US$ 123 milhões foram destinados a projetos de crescimento orgânico, incluindo o avanço do Projeto Natureza.

PROJETO NATUREZA SEGUE EM AVANÇO

A administração da companhia destacou o progresso contínuo do Projeto Natureza, iniciativa considerada estratégica para a expansão integrada da cadeia de valor da CMPC.

Segundo a empresa, as quatro frentes de trabalho do projeto seguem avançando e devem alcançar um ponto de decisão em meados de 2026. Embora a companhia não tenha detalhado os investimentos previstos ou cronograma completo, o projeto é tratado como um dos principais movimentos de expansão da empresa.

Fonte
Investing
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