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Com nova fábrica, Suzano impulsiona exportações e economia de Ribas do Rio Pardo (MS)

Com inauguração da maior fábrica do mundo em planta única, cidade se torna polo global do setor e contribui para recordes financeiros da companhia

Com 24 mil habitantes, segundo o IBGE, a cidade de Ribas do Rio Pardo (MS), localizada a 97 km de Campo Grande (MS), consolidou-se como um dos principais polos da indústria de celulose. A transformação ocorreu após a inauguração, em julho de 2023, da maior fábrica de celulose do mundo em uma única planta, pertencente à Suzano e com capacidade produtiva de 2,5 milhões de toneladas anuais. O empreendimento ajudou o Mato Grosso do Sul a superar a Bahia e liderar a produção nacional do setor, com 5,5 milhões de toneladas por ano.

A nova unidade gerou cerca de 6 mil empregos diretos e indiretos no município, conforme dados do governo estadual. O investimento totalizou R$ 22,2 bilhões, sendo R$ 15,9 bilhões para a construção da fábrica e R$ 6,3 bilhões destinados à formação da base florestal e à infraestrutura logística para o escoamento da produção.

CRESCIMENTO E IMPACTO NOS RESULTADOS FINANCEIROS

Na divulgação dos resultados do quarto trimestre de 2024, na última quinta-feira, 13, a Suzano destacou o impacto positivo da nova fábrica, apontando “vendas recordes, maior competitividade e desalavancagem”.

  • Vendas e receita: A companhia registrou uma receita líquida de R$ 14,2 bilhões no período, um crescimento de 37% em relação ao mesmo trimestre de 2023. O Ebitda ajustado atingiu R$ 6,5 bilhões, alta de 44% na comparação anual. No acumulado de 2024, o indicador somou R$ 23,8 bilhões, 31% superior ao do ano anterior;
  • Redução da alavancagem: A dívida líquida caiu de US$ 6,8 bilhões no quarto trimestre de 2023 para US$ 5,7 bilhões no final do ano passado;
  • Geração de caixa: A geração operacional de caixa no trimestre alcançou R$ 4,8 bilhões, um aumento de 74% frente ao mesmo período de 2023. No acumulado do ano, o montante chegou a R$ 16,2 bilhões, crescimento de 40%.

Apesar do desempenho operacional robusto, a Suzano registrou prejuízo líquido de R$ 6,7 bilhões no trimestre, impactado pela desvalorização cambial e perdas com derivativos. No ano, o prejuízo somou R$ 7 bilhões, revertendo o lucro de R$ 14,1 bilhões registrado em 2023. Ainda assim, o avanço nas vendas e a baixa nos estoques globais de celulose impulsionaram as ações da empresa em cerca de 2,60% no pregão de quinta-feira.

O CRESCIMENTO DA CELULOSE NO MS

A ascensão de Ribas do Rio Pardo (MS) à indústria de celulose é parte de um processo de expansão do setor no leste do Mato Grosso do Sul. Nas últimas duas décadas, Três Lagoas (MS) se tornou um importante polo com três grandes fábricas: duas da Suzano e uma da Eldorado Brasil, que segue em disputa acionária entre a J&F e a Paper Excellence.

A região se beneficia da rapidez no crescimento do eucalipto, que leva de seis a sete anos para o corte industrial. Esse ciclo é mais curto que o de outros produtores internacionais, como a Austrália (10 a 15 anos) e a África do Sul (7 a 10 anos), conferindo uma vantagem competitiva ao Brasil.

EXPORTAÇÕES EM ALTA

A nova fábrica da Suzano também impulsionou as exportações de celulose de Mato Grosso do Sul, que alcançaram US$ 739,48 milhões em janeiro de 2025. Com esse avanço, o setor passou a representar 53,3% de todas as exportações do estado no mês.

Fonte
UOL
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