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Consórcio Caminhos da Celulose assume concessão da maior malha rodoviária já leiloada em MS

Grupo liderado pela XP Investimentos venceu após a desclassificação do primeiro colocado e terá 60 dias para cumprir exigências antes da assinatura do contrato

O Governo de Mato Grosso do Sul publicou na última sexta-feira, 27, a homologação do resultado definitivo da concorrência 001/2024, que transfere à iniciativa privada a gestão da chamada Rota da Celulose. O contrato será entregue ao Consórcio Caminhos da Celulose, liderado pela XP Investimentos, após a desclassificação do Consórcio K&G Rota da Celulose.

A disputa se arrastava desde maio, quando o K&G, formado pela K-Infra Concessões e Galápagos Participações, venceu o leilão com a melhor proposta financeira: desconto de 9% na tarifa e aporte de R$ 217,3 milhões. Entretanto, perdeu a habilitação técnica por apresentar como experiência a concessão da BR-393 (Rodovia do Aço), cujo contrato teve caducidade declarada pela União. O segundo colocado, Caminhos da Celulose, que ofereceu 8% de desconto e aporte de R$ 195,6 milhões, foi então considerado apto, sem recursos contra a decisão.

O consórcio reúne empresas como XP Infra V Fundos de Investimentos e Participações, CDL Construtora, Laços Detetores Eletrônica, Conter Construções e Comércio S/A, Construtora Caiapó Ltda, Ética Construtora Ltda, Distribuidora Brasileira de Asfalto Ltda e Conster Construções e Terraplanagem Ltda. Ele comprovou capacidade jurídica, fiscal, econômico-financeira e técnica, citando experiência na BR-116/SP/PR, trecho São Paulo–Curitiba.

O contrato de concessão prevê 30 anos de gestão sobre 870 quilômetros de rodovias estaduais e federais, entre elas MS-040, MS-338, MS-395, BR-262 e BR-267. Os investimentos devem somar R$ 6,9 bilhões, sendo R$ 3,2 bilhões em custos operacionais. Estão incluídos 146 quilômetros de duplicações, 457 de acostamentos, 245 de terceiras faixas, 12 de marginais e 38 de contornos urbanos, além de praças de pedágio em cidades como Três Lagoas, Campo Grande, Água Clara e Bataguassu.

Com a homologação, abre-se prazo de 60 dias para que o consórcio cumpra exigências como abertura de conta bancária, aporte de 50% do valor proposto, constituição de uma sociedade de propósito específico (SPE) com capital mínimo de R$ 119,2 milhões, apresentação de garantias de R$ 150 milhões, pagamento dos estudos técnicos no valor de R$ 7,8 milhões, despesas da B3 de R$ 571,9 mil e seguros necessários. A expectativa é que o contrato seja formalizado até dezembro.

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