Com a urgência climática e a busca por alternativas aos derivados fósseis, as florestas plantadas vêm ganhando protagonismo na bioeconomia. Para o engenheiro químico Washington Magalhães, pesquisador da Embrapa Florestas, “cada árvore das florestas plantadas pode ‘equivaler’ a um pequeno poço de petróleo. Elas não são fontes apenas de madeira e celulose, como muita gente imagina, mas um sistema multifuncional que gera uma série de produtos”.
Entre os materiais obtidos está a celulose microfibrilada (MFC), aplicada em papéis, embalagens, entre outros produtos. Empresas como a Suzano também têm investido no setor, e para Guilherme da Fonseca, gerente executivo de P&D, as fibras naturais são o futuro das embalagens. Ele cita a Eucafluff®, celulose de eucalipto utilizada em fraldas, absorventes e tapetes para pets, como exemplo do potencial de substituição de insumos fósseis.
De acordo com a IBÁ, o Brasil possui cerca de 10,5 milhões de hectares de florestas plantadas, principalmente de eucalipto e pinus. Segundo a pesquisadora da Embrapa Josileia Zanatta, esses plantios também ajudam na mitigação das mudanças climáticas. “Ou seja, em vez de ‘refinar petróleo’, podemos ‘refinar árvores'”, disse.
Apesar dos avanços, os especialistas reconhecem que o custo ainda é um desafio. No entanto, pesquisas já resultaram em soluções acessíveis, reforçando o papel estratégico das florestas plantadas na transição para uma economia de baixo carbono.












