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Klabin registra lucro líquido de R$ 277,1 milhões no segundo trimestre, com queda de 52%

Resultado foi impactado pela valorização do real frente ao dólar e pelo aumento dos custos, apesar da alta nos preços da celulose e do crescimento dos volumes de papéis e embalagens

A Klabin encerrou o segundo trimestre de 2026 com lucro líquido atribuído aos acionistas controladores de R$ 277,1 milhões, uma queda de 52% em relação ao mesmo período do ano anterior. Considerando o resultado consolidado, o lucro líquido somou R$ 386,5 milhões, recuo anual de 34%.

A receita líquida da companhia atingiu R$ 5,15 bilhões entre abril e junho, 2% abaixo do registrado no segundo trimestre de 2025.

As despesas com vendas totalizaram R$ 482 milhões no período, redução de 4% na comparação anual. Segundo a empresa, o desempenho reflete principalmente a diminuição dos custos logísticos com contêineres após a renegociação do contrato de frete concluída no primeiro trimestre, cujos efeitos passaram a ser registrados a partir de abril.

O Ebitda ajustado alcançou R$ 1,96 bilhão no trimestre, queda de 4% em relação ao mesmo período do ano passado. Com isso, a margem Ebitda ajustada recuou um ponto percentual, para 38%. De acordo com a companhia, o resultado foi influenciado pela valorização do real frente ao dólar e pelo aumento de 9% no custo dos produtos vendidos, que totalizou R$ 2,57 bilhões.

“Estes efeitos foram parcialmente compensados por aumento dos preços de celulose em dólar e de embalagens, aliado ao crescimento dos volumes de papéis e embalagens, e iniciativas de monetização de ativos florestais, impactando a rubrica de ‘outras líquidas”, disse comunicado que acompanha o balanço.

A empresa também informou que houve variação no valor justo dos ativos biológicos, relacionados às suas florestas.

O custo caixa por tonelada, incluindo os efeitos das paradas gerais de manutenção, avançou 1% em relação ao segundo trimestre de 2025, alcançando R$ 3.204 por tonelada. Já o volume de produção de celulose e papéis totalizou 1,120 milhão de toneladas, alta de 14 mil toneladas na comparação anual.

O resultado financeiro permaneceu negativo em R$ 523 milhões, mas apresentou melhora de 8% em relação ao mesmo período do ano anterior, principalmente em função da menor despesa financeira e do impacto positivo da liquidação de um swap relacionado ao pagamento antecipado de dívida.

No trimestre, o fluxo de caixa livre registrou consumo de R$ 236 milhões, valor R$ 370 milhões inferior ao observado um ano antes.

Ao final de junho, a dívida líquida da Klabin era de R$ 24 bilhões, enquanto a alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado em dólar, caiu para 3,2 vezes, redução de 0,7 vez na comparação anual.

Fonte
Valor Econômico
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