Metais, Peróxido e Eficiência de Branqueamento: o papel do sequestrante no desempenho da celulose com TUXON P5
Tecnologia da CHT atua no controle da atividade dos metais de transição, com potencial para aumentar a eficiência do processo, reduzir perdas de oxidante e ampliar a estabilidade operacional nas diferentes condições de branqueamento
Em estágios de branqueamento com peróxido de hidrogênio, a presença de metais de transição, especialmente ferro e manganês, é um dos principais fatores que limitam a eficiência química do processo. Quando cataliticamente disponíveis, esses metais promovem a decomposição do H₂O₂, reduzindo a disponibilidade do oxidante para as reações de branqueamento, aumentando a variabilidade operacional e dificultando a estabilidade da alvura da polpa.
Para enfrentar esse desafio, a CHT desenvolveu o TUXON P5, uma tecnologia sequestrante à base de fosfonatos capaz de complexar íons metálicos e estabilizar o peróxido ao longo dos estágios de branqueamento. Mais importante do que a concentração total de metais presente no sistema é a fração que permanece quimicamente disponível para catalisar a decomposição do oxidante. Por isso, a gestão do perfil metálico deve ser tratada como uma variável estratégica do processo.
Principais benefícios do TUXON P5:

- Elevada capacidade de complexação de ferro e manganês;
- Redução da decomposição catalítica do H₂O₂;
- Maior estabilidade do peróxido durante o branqueamento;
- Potencial redução do consumo específico de peróxido;
- Melhor estabilidade e manutenção da alvura;
- Menor transferência de metais entre estágios do processo;
- Maior robustez operacional frente às variações da matéria-prima e do circuito de águas.
Quando o peróxido é estabilizado, uma maior fração do oxidante pode permanecer disponível para atuar sobre as estruturas responsáveis pela cor. Isso abre espaço para duas estratégias industriais distintas:
I. Atingir maior alvura ou maior estabilidade de alvura mantendo a carga de peróxido;
II. Manter a propriedade-alvo com redução controlada do consumo de H₂O₂.
A segunda estratégia só deve ser implementada com acompanhamento simultâneo de indicadores de processo e qualidade. A redução do consumo químico não deve ser tratada como objetivo isolado, mas como consequência de maior eficiência do estágio.
Uma abordagem tecnicamente consistente deve começar pela caracterização do sistema. O programa de aplicação do TUXON P5 prevê a determinação do teor de metais e, outros parâmetros de processo conduzidos pela equipe de especialistas da CHT, e a partir dessa informação, a recomendação de dosagem para controle dos elementos presentes.
Os dados coletados na caracterização do sistema devem ser interpretados em conjunto com o comportamento do processo. Nem todo metal detectado possui a mesma disponibilidade química ou o mesmo impacto catalítico.
ESTUDO DE CASO

Em uma aplicação industrial reportada pela CHT em uma sequência de branqueamento O-Q-OP-D-PO, a dosagem de TUXON P5 antes do estágio OP esteve associada à redução de 41% no consumo de peróxido, manutenção do número Kappa e incremento de alvura, evidenciando o potencial da tecnologia para aumentar a eficiência química do sistema. Os resultados referem-se às condições específicas avaliadas e devem ser validados para cada processo industrial.
Além do desempenho de complexação, o TUXON P5 é apresentado como uma tecnologia livre de EDTA e facilmente bioeliminável em estações de tratamento de águas residuais, com mais de 90% de sua composição biologicamente eliminável.
É importante distinguir bioeliminação de biodegradação completa. O Tuxon P5 é indicado para eliminação em estações de tratamento de águas residuais devido a sua composição bioeliminável. Além disso, a tecnologia da CHT está em conformidade com BfR XXXVI, FDA e RCD (Anvisa).
Mais do que um sequestrante convencional, o TUXON P5 permite transformar o controle de metais em uma variável efetivamente gerenciada do branqueamento. Em um cenário de crescente busca por eficiência operacional, estabilidade de qualidade e otimização de recursos químicos, garantir que o peróxido participe das reações que efetivamente agregam qualidade à celulose pode ser determinante para a competitividade do processo.
Eficiência no branqueamento não depende apenas da dosagem de químicos, mas também da capacidade de garantir que o oxidante disponível seja utilizado de forma seletiva e produtiva.












