Metsä Group testa tecnologia de captura de carbono em fábrica de celulose na Finlândia
Projeto piloto em Rauma avalia gases de exaustão de fábricas de celulose; grupo estuda a viabilidade de planta em escala industrial
Em junho, entrou em operação na fábrica de Rauma, na Finlândia, uma planta piloto de captura de carbono do Metsä Group, desenvolvida em parceria com a empresa de tecnologia Andritz. O objetivo é testar a aplicação da tecnologia em gases de exaustão de fábricas de celulose, algo inédito até então.
Ao longo deste ano, serão avaliados diferentes modelos de operação, considerando fatores como consumo de energia, volume de carbono capturado, necessidade de tratamento dos gases e qualidade do produto final.
“Até agora, a tecnologia parece estar funcionando bem com os gases de exaustão da fábrica de celulose”, afirmou Kaija Pehu-Lehtonen, vice-presidente sênior de Desenvolvimento de Negócios e diretora do projeto de captura de carbono do Metsä Group.
O grupo também analisa a possibilidade de construir uma planta de demonstração em maior escala no mesmo local. A capacidade anual prevista seria entre 30 mil e 100 mil toneladas de dióxido de carbono capturado. O piloto atual captura cerca de uma tonelada por dia. A decisão ainda não foi tomada, já que a implementação dependerá da viabilidade técnica e financeira.
Segundo a empresa, o dióxido de carbono de base biológica é um subproduto pouco explorado das fábricas de celulose e pode ser usado como matéria-prima para as indústrias química e de combustíveis, substituindo fontes fósseis. A captura não aumenta o uso de madeira nem compromete a eficiência produtiva.
“Os investimentos relacionados à captura são grandes, e o mercado ainda é pouco desenvolvido, por isso estamos avançando gradualmente. Além disso, as cadeias de valor, da matéria-prima ao produto final, são muitas vezes novas e complexas, exigindo estreita cooperação entre os participantes e uma compreensão das operações industriais”, disse Pehu-Lehtonen.
O Metsä Group ressalta que o avanço da tecnologia também depende de regulações da União Europeia e de governos nacionais, além de incentivos estatais voltados à transição verde, considerados essenciais para acelerar investimentos industriais.









