Paradas Gerais da Suzano impulsionam economia de Três Lagoas e Ribas do Rio Pardo (MS)
Operações reuniram mais de 6 mil profissionais e elevaram ocupação hoteleira, consumo em bares e restaurantes e demanda por serviços na região
As Paradas Gerais realizadas nas unidades da Suzano em Três Lagoas e Ribas do Rio Pardo (MS), entre março e maio deste ano, movimentaram a economia regional e ampliaram oportunidades para empresas e trabalhadores locais. Ao todo, as operações reuniram cerca de 6,1 mil profissionais e provocaram aumento na demanda por hospedagem, transporte, comércio e serviços.
Em Três Lagoas, a rede hoteleira atingiu 100% de ocupação já na primeira semana das atividades. Bares e restaurantes também registraram crescimento expressivo no faturamento, com alta de até 35% no período noturno, segundo levantamento da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes da Costa Leste (Abrasel).
De acordo com Eduardo Ferraz, diretor de Operações Industriais da Suzano em Três Lagoas, as paradas programadas vão além da manutenção industrial e geram impactos positivos para a economia regional. “A parada movimenta centenas de fornecedores e profissionais locais, amplia o faturamento do comércio e de empresas da região e prepara a operação para um novo ciclo produtivo. É um período de alta atividade, tanto dentro quanto fora da fábrica”, destaca.
Na unidade de Três Lagoas, a manutenção ocorreu ao longo de abril e contou com mais de 2,3 mil profissionais e aproximadamente 120 empresas prestadoras de serviços. Em Ribas do Rio Pardo, a parada foi realizada em março, reunindo mais de 3,8 mil profissionais e 72 empresas especializadas.
COMÉRCIO E SERVIÇOS REGISTRAM CRESCIMENTO
Segundo Brenner Salviano, presidente da Abrasel Costa Leste, os impactos econômicos foram percebidos de forma imediata em diversos segmentos locais. “A ocupação dos hotéis chegou a 100% já na primeira semana. No faturamento noturno de restaurantes e bares, observamos crescimento entre 30% e 35%, além de aumento de cerca de 10% no movimento no horário de almoço”, afirma.
Os reflexos também alcançaram o comércio e os prestadores de serviços. Para Diego Barbosa Gomes, presidente da Associação Comercial e Industrial de Três Lagoas (ACITL), o aumento da circulação de pessoas fortaleceu a economia local. “O comércio e os serviços registraram aumento significativo no faturamento e no movimento. Setores como os de lavanderias, locações por temporada e outros segmentos também foram beneficiados. Esse fluxo gera resultados em toda a cadeia econômica da cidade”, destaca.
FORNECEDORES AMPLIAM OPERAÇÕES
Além da movimentação econômica gerada pela presença de profissionais vindos de outras regiões, empresas locais contratadas para atuar diretamente nas paradas também registraram crescimento.
A Leituga Saúde, responsável pelo acompanhamento preventivo das operações, ampliou sua equipe temporariamente para atender à demanda. Segundo Antonio Carlos Leituga Junior, diretor da empresa, o período trouxe resultados importantes. “Registramos um aumento de cerca de 20% no faturamento durante esse período, além da contratação temporária de profissionais para atender à operação. Foi um movimento importante, que fortaleceu nosso negócio, ampliou oportunidades de trabalho e gerou reflexos positivos para a economia local”, afirma.
Outro fornecedor participante foi o Grupo Papillon, responsável pelo fornecimento de tendas e estruturas. Para o sócio-proprietário Manoel Custódio de Queiroz Neto, as operações também contribuíram para ampliar a atuação da empresa. “Participar de uma operação dessa dimensão exige planejamento e amplia nossa atuação. Tivemos crescimento no faturamento e necessidade de contratar novas pessoas para atender à demanda”, relata.
OPERAÇÃO EM DETALHES
As Paradas Gerais são manutenções programadas realizadas periodicamente para inspeções detalhadas em equipamentos e sistemas industriais. Durante as operações, são executadas manutenções preventivas e corretivas, substituições de componentes e melhorias operacionais voltadas à segurança e continuidade da produção.
Em Três Lagoas, a parada ocorreu em duas etapas: entre 5 e 14 de abril, na fábrica 1, e de 15 de abril a 4 de maio, na fábrica 2. Já em Ribas do Rio Pardo, a manutenção foi realizada entre 22 de março e 1º de abril, marcando a segunda Parada Geral desde o início das operações da unidade.
Para Eduardo Ferraz, o sucesso das operações depende de planejamento detalhado e integração entre equipes e fornecedores. “Realizar a parada em duas etapas, com mais de 2,3 mil profissionais e cerca de 120 empresas atuando simultaneamente, exige coordenação rigorosa e alto padrão técnico. É esse nível de organização que garante segurança para quem trabalha na operação e confiabilidade para os próximos ciclos produtivos”, destaca.













