As florestas brasileiras movimentaram R$ 44,3 bilhões em 2024, crescimento de 16,7% em relação ao ano anterior, segundo a pesquisa Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura, divulgada pelo IBGE nesta quinta-feira, 25. Em comparação a 2019, o avanço chega a 140%.
A silvicultura, proveniente de florestas plantadas, foi responsável por 84,1% desse valor (R$ 37,2 bilhões), enquanto o extrativismo respondeu por 15,9% (R$ 7 bilhões). A produção é dominada pela atividade madeireira, com destaque para a madeira em tora destinada ao papel e celulose, que alcançou recorde de 122,1 milhões de m³ em 2024, representando 40,1% do total.
Em 2024, o país exportou 19,7 milhões de toneladas, somando US$ 10,6 bilhões, com destinos como China (43,7%), Estados Unidos (15,8%), Itália (8,8%) e Países Baixos (8,3%). Segundo o IBGE, o resultado foi possível “devido às condições climáticas e de solo favoráveis para o crescimento rápido de florestas, aliadas a investimentos em práticas sustentáveis, que o tornam altamente competitivo no mercado internacional”.
Atualmente, o setor conta com 9,9 milhões de hectares de florestas plantadas, o equivalente a quase todo o território de Pernambuco. O eucalipto responde por 77,6% da área, seguido pelo pinus (18,6%). Minas Gerais lidera em área plantada, com 2,1 milhões de hectares, enquanto Ribas do Rio Pardo (MS) concentra o maior cultivo municipal de eucalipto, com 380,7 mil hectares.
“O eucalipto tem muita diversidade de uso e um crescimento muito rápido, em torno de sete a oito anos. Se adaptou muito bem aqui em solo brasileiro, se adaptou muito bem ao clima”, explicou o analista do IBGE, Carlos Alfredo Guedes.












