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Setor florestal desenvolve projeto-piloto para ativar crédito do Plano Safra

O trabalho é conduzido pelo Fórum Nacional das Atividades de Base Florestal (FNBF) e pelo Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira de Mato Grosso (Cipem)

O Plano Safra, programa do Governo Federal que visa apoiar o setor agropecuário, oferece linhas de crédito, incentivos e políticas agrícolas para os produtores rurais, desde os agricultores familiares até os mega produtores. Após a inclusão do setor de manejo florestal nas linhas de crédito disponibilizadas pelo programa, o segmento tem trabalhado na elaboração de um projeto-piloto que vai nortear os pedidos de financiamento formulados pelos produtores. O trabalho é conduzido pelo Fórum Nacional das Atividades de Base Florestal (FNBF) e pelo Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira de Mato Grosso (Cipem).

De acordo com o presidente do FNBF, Frank Rogieri, o eixo central da nova linha de crédito objetiva fomentar o manejo florestal sustentável, atividade que contribui com o meio ambiente, com crédito de longo prazo e juros acessíveis. “A gente quer, com isso, fazer com que cada vez mais o produtor rural busque investir no manejo, para que ele tenha preservação de floresta, gere renda e distribua renda na Amazônia brasileira de forma sustentável”, afirmou o executivo.

Rogieri pontua que a criação desta linha de crédito, voltada ao manejo florestal, é algo inédito mesmo com o Banco do Brasil tendo uma grande contribuição ao crédito rural. “O Governo Federal tem apoiado essa nossa proposta e estamos trabalhando nisso junto aos profissionais do banco”, acrescentou.

Um dos técnicos responsáveis pela elaboração do projeto-piloto, o engenheiro florestal Rodrigo Zacchi ressalta que o trabalho tem sido o de realizar os ajustes que levam em conta as especificidades do manejo florestal, como custo de exploração e de transporte. “Assim como na agricultura, os projetos são individualizados e, nesta fase, contemplam o manejo e o transporte. A implantação do projeto não está sendo custeada. O trabalho parte de projetos aprovados junto aos órgãos de controle”, destacou.

As entidades seguem trabalhando em conjunto com o Banco do Brasil e com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para a implementação das linhas de crédito voltadas ao setor.

Fonte
Estadão Mato Grosso
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