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Suzano alerta para aumento dos incêndios florestais na Bahia e no Espírito Santo

Empresa registra alta de 84% nas áreas atingidas pelo fogo no primeiro semestre de 2026 e amplia ações de monitoramento e prevenção

A Suzano, produtora de celulose, alerta para o aumento expressivo dos incêndios em suas áreas de plantio e preservação ambiental na Bahia e no Espírito Santo.

Nos seis primeiros meses de 2026, a empresa registrou 728,2 hectares atingidos pelo fogo nos dois estados, um crescimento de 84% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram contabilizados 395 hectares queimados. O Espírito Santo concentrou o maior aumento, passando de 210 para 505,3 hectares, enquanto a Bahia registrou alta de 185 para 222,9 hectares.

Segundo o gerente de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais da Suzano, Luiz Ribeiro Bueno, a ação humana continua sendo a principal causa das ocorrências. “A maior parte das ocorrências é provocada por ação humana, seja intencional ou não. Por isso, a Suzano promove uma atuação preventiva e cooperativa junto às comunidades vizinhas e escolas rurais, visando reforçar a educação ambiental e promover a conscientização de todos sobre a importância da proteção às florestas e da promoção de práticas sustentáveis”, comentou.

O cenário tende a se agravar diante da previsão de intensificação do fenômeno El Niño. De acordo com projeções de órgãos meteorológicos, como o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o segundo semestre de 2026 deverá ser marcado por temperaturas acima da média e estiagens severas em diversas regiões do país, favorecendo a propagação de incêndios florestais.

O El Niño, caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial, já está em curso e pode evoluir para uma categoria de maior intensidade entre outubro e dezembro deste ano, alterando significativamente o regime climático brasileiro.

Para reduzir os impactos das queimadas, a Suzano ampliou o uso de tecnologias de monitoramento e resposta. A empresa utiliza sistemas de modelagem matemática para previsão de riscos, torres de observação e câmeras de alta resolução equipadas com inteligência artificial para identificar fumaça em tempo real. Com isso, o tempo médio entre a detecção e a extinção dos focos de incêndio é de cerca de 30 minutos, inclusive durante a noite.

Além das ações de monitoramento, a companhia mantém equipes e equipamentos para apoiar o combate a incêndios em áreas vizinhas e reservas florestais próximas às suas operações.

Como parte da estratégia preventiva, a Suzano desenvolve o programa Guardiões da Floresta, que promove atividades de educação ambiental e conscientização junto às comunidades e escolas rurais. Entre janeiro e julho de 2026, a iniciativa impactou 5.667 pessoas na Bahia e no Espírito Santo. O programa também disponibiliza o canal gratuito 0800 203 0000 para o recebimento de denúncias de incêndios florestais e outras ocorrências ambientais.

Entre as principais causas dos incêndios registrados pela empresa em 2026 estão ações criminosas, queima de lixo, queimadas de vegetação às margens de rodovias e ocorrências relacionadas a atividades de manutenção em faixas de domínio de estradas.

Fonte
Suzano
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