A Suzano, maior produtora mundial de celulose e referência global na fabricação de bioprodutos a partir do eucalipto, registrou a restauração de mais de 1,7 mil hectares de Mata Atlântica ao longo de 2024. A informação consta no Resumo Público do Plano de Manejo Florestal 2025 da Unidade de Negócio Florestal de São Paulo (UNF-SP).
O documento consolida dados sobre conservação ambiental, manejo florestal, segurança, monitoramento e relacionamento com comunidades em 114 municípios dos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, regiões que concentram mais de 98% das áreas manejadas pela companhia. O material completo está disponível no site da Suzano.
“Nosso propósito de renovar a vida a partir da árvore reflete o compromisso em desenvolver soluções sustentáveis com base em recursos renováveis. A restauração ecológica realizada em 2024 integra práticas contínuas de manejo florestal responsável, fundamentais para equilibrar produtividade, conservação ambiental e relacionamento com comunidades. O Resumo Público do Plano de Manejo é uma ferramenta central para garantir transparência e orientar os próximos ciclos”, afirma Mariana Appel, gerente de Sustentabilidade na Suzano.
A UNF-SP administra cerca de 382 mil hectares de base florestal, dos quais aproximadamente 143 mil hectares são destinados exclusivamente à conservação da biodiversidade, o equivalente a 37% das áreas florestais da empresa. As ações de restauração tiveram como foco as Áreas de Preservação Permanente (APP) e contaram com o uso de tecnologias avançadas, como o Sistema LiDAR (Light Detection and Ranging), que permite o mapeamento detalhado da vegetação por meio de modelos tridimensionais.
O monitoramento ambiental também envolve o uso de imagens de satélite, sobrevoos com drones e inspeções periódicas em campo realizadas por equipes especializadas, ampliando a precisão no acompanhamento das áreas restauradas e manejadas.
O plano aponta ainda a identificação de 23 Áreas de Alto Valor de Conservação (AAVC), que somam mais de 10 mil hectares. Esses territórios reúnem atributos ambientais, sociais e de serviços ecossistêmicos considerados críticos, como ecossistemas raros, recursos hídricos estratégicos, habitats de espécies ameaçadas e áreas de relevância cultural e comunitária.
Outro destaque é o Programa de Monitoramento de Fauna, que registrou em 2024 a presença de 240 espécies de aves, 47 de mamíferos, 20 de anfíbios e 4 de répteis, incluindo espécies ameaçadas, como muriqui-do-sul, onça-parda e mico-leão-preto. Para a proteção desses ambientes, a Suzano mantém brigadas especializadas de combate a incêndios florestais, sistemas de monitoramento por satélite e 19 torres equipadas com câmeras de alta definição para vigilância contínua.













