AmbientalESGNotícias

Suzano amplia uso de insetos benéficos no controle de pragas em florestas de MS

Empresa liberou 153,8 milhões de organismos em 177,2 mil hectares de eucalipto em 2025, reduzindo em 59% o uso de defensivos pulverizados

Além das joaninhas, vespas minúsculas conhecidas como parasitoides passaram a integrar de forma mais ampla o sistema de controle biológico utilizado pela Suzano em suas florestas de Mato Grosso do Sul. A estratégia é voltada ao controle natural de pragas que afetam os plantios de eucalipto, como lagartas desfolhadoras e o psilídeo-de-concha.

Somente em 2025, a empresa produziu e liberou 153,8 milhões de insetos benéficos em uma área de cultivo equivalente a 177,2 mil hectares. O volume representou um crescimento de 50% em relação ao ano anterior.

A iniciativa apresentou resultados expressivos. Das áreas que receberam os biocontroladores, 92,5% não precisaram de ações adicionais. O uso da estratégia também contribuiu para uma redução de 59% na aplicação de defensivos pulverizados e de 48% no consumo de água.

“A ampliação do uso de insetos benéficos representa a evolução nas operações florestais e no manejo biológico da Suzano em Mato Grosso do Sul. Ao incorporar novas espécies, conseguimos tornar o controle natural de pragas ainda mais eficiente, reduzindo a dependência de defensivos, os custos operacionais e avançando cada vez mais para um manejo regenerativo. É uma estratégia que alia produtividade e conservação ambiental de forma concreta, com respeito às pessoas e ao meio ambiente”, afirma Maria Carolina Zonete, diretora de Operações Florestais da Suzano em Mato Grosso do Sul.

PROGRAMA DE BIOCONTROLE

O Programa de Biocontrole Florestal da Suzano foi iniciado em 2021, com a produção de aproximadamente 910 mil indivíduos. Desde então, a iniciativa ampliou significativamente sua escala, chegando a 93 milhões de insetos em 2024 e a 153,8 milhões em 2025.

O crescimento foi impulsionado pela expansão dos laboratórios dedicados à criação e à reprodução dos organismos em escala controlada para posterior liberação nas áreas florestais.

Nos primeiros cinco meses de 2026, a Suzano já havia liberado cerca de 44,03 milhões de insetos em uma área de 71,9 mil hectares. Desse total, 43,9 milhões eram parasitoides de lagartas das espécies Trichospilus diatraeae e Tetrastichus howardi, além de 120,2 mil joaninhas da espécie Olla v-nigrum.

INVESTIMENTOS EM PESQUISA E TECNOLOGIA

Atualmente, os laboratórios responsáveis pela produção dos insetos estão localizados nas unidades de Três Lagoas e Ribas do Rio Pardo, em Mato Grosso do Sul. As estruturas contam com tecnologia especializada e profissionais qualificados e, juntas, foram responsáveis por 32,6% da produção do programa de biocontrole da Suzano no país em 2025, que totalizou 453,2 milhões de organismos liberados.

A maior parte da produção sul-mato-grossense foi realizada em Três Lagoas, onde foram produzidos 79 milhões de Trichospilus diatraeae, 67,8 milhões de Tetrastichus howardi e 113 mil joaninhas. Em Ribas do Rio Pardo, foram produzidas 48,5 mil joaninhas e aproximadamente 1 milhão de parasitoides das duas principais espécies utilizadas no programa.

“Nossos laboratórios funcionam como uma espécie de berçário científico. Todo esse trabalho é conduzido com rigor técnico, e os benefícios tendem a ir além das nossas cercas. A ciência já documenta que o uso de biocontroladores pode contribuir para o equilíbrio ecológico da paisagem ao redor. Para as comunidades e propriedades vizinhas, isso pode significar menos pressão de pragas e menos dependência de produtos químicos”, completa Maria Carolina.

DIVERSIDADE DE BIOCONTROLADORES

O programa desenvolvido em Mato Grosso do Sul utiliza diferentes espécies de organismos para o controle de pragas. Entre elas estão Tetrastichus howardi e Trichospilus diatraeae, parasitoides de pupas de lagartas desfolhadoras; joaninhas (Olla v-nigrum); Quadrastichus mendeli e Selitrichodes neseri, que atuam como parasitoides da vespa-da-galha; e Cleruchoides noackae, parasitoide de ovos do percevejo bronzeado.

As joaninhas utilizadas no programa se alimentam de ovos do psilídeo-de-concha do eucalipto. Já as vespas parasitoides atuam sobre pupas de lagartas desfolhadoras, impedindo o desenvolvimento das pragas. Cleruchoides noackae e Quadrastichus mendeli também contribuem para o controle de outras espécies que representam ameaça aos plantios.

As liberações são realizadas semanalmente e definidas a partir do monitoramento contínuo das florestas. O programa atende exclusivamente áreas próprias da Suzano e conta, quando necessário, com o suporte das unidades de Alambari (SP) e Aracruz (ES) para complementar a produção.

Os 153,8 milhões de insetos liberados em Mato Grosso do Sul em 2025 correspondem à produção conjunta das unidades de Três Lagoas e Ribas do Rio Pardo, somada ao apoio das estruturas de Alambari e Aracruz.

Fonte
Suzano
Mostrar mais
Botão Voltar ao topo