A Suzano, referência global na fabricação de bioprodutos desenvolvidos a partir do cultivo de eucalipto, concluiu a aquisição de 70 mil hectares de terras em Mato Grosso do Sul por R$ 2,1 bilhões, incluindo áreas já plantadas com eucaliptos em idades variadas.
A compra corresponde à totalidade da participação societária das empresas Timber VII SPE S.A. e Timber XX SPE S.A., sob gestão do BTG Pactual Timberland Investment Group, LLC.
A transação foi anunciada no início deste ano e concluída recentemente, após a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) e demais condições precedentes habituais desse tipo de operação.
O município onde a propriedade foi adquirida não foi confirmado pelas empresas. O valor inicial da transação foi avaliado em R$ 1,8 bilhão, mas até sua conclusão, houve um aumento de quase R$ 300 milhões.
Com a transação, a Suzano ampliará a autossuficiência no suprimento de madeira para suas operações no estado, onde opera um complexo industrial no município de Três Lagoas e a maior linha única de produção de celulose do mundo – iniciada em julho –, no município de Ribas do Rio Pardo.
“Em contraprestação às ações das companhias alvo e considerando correção e ajustes previstos nos contratos, a operação foi liquidada, na presente data, ao preço de R$ 2.122.859.858,01 (dois bilhões, cento e vinte e dois milhões, oitocentos e cinquenta e nove mil, oitocentos e cinquenta e oito reais e um centavo), o qual está sujeito a ajustes não-materiais pós-fechamento para refletir a posição das companhias alvo na data de fechamento, no que se refere aos aspectos econômicos e operacionais usuais neste tipo de operação”, disse o fato relevante no documento.
Com o Projeto Cerrado em operação, a capacidade instalada de produção de celulose da Suzano salta de 10,9 milhões para 13,5 milhões de toneladas anuais, o que representa um aumento de mais de 20% na produção atual da companhia.
Além disso, a companhia também tem capacidade para produzir 1,5 milhão de toneladas anuais de papéis, incluindo as linhas de papéis sanitários, de imprimir e escrever e de embalagens, entre outros itens que utilizam a celulose como matéria-prima. Com os números, a Suzano se consolida como a maior do mundo em seu segmento, com uma fatia de 32% do mercado global de fibra curta.













