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Suzano inicia fase de testes do Projeto Cerrado

Em novo boletim divulgado pela companhia é possível acompanhar as etapas de testes da nova fábrica de celulose em Ribas do Rio Pardo, que deve iniciar suas operações neste mês

A Suzano divulgou uma nova edição do boletim do Projeto Cerrado, sua nova fábrica de celulose em Ribas do Rio Pardo, no Mato Grosso do Sul, que deve iniciar as operações até o final deste mês.

No documento é possível acompanhar as etapas de teste da nova planta de celulose, bem como a evolução das obras, curiosidades e demais informações sobre os últimos avanços do projeto.

Após a conclusão da montagem eletromecânica da nova fábrica, iniciou-se o comissionamento – um processo que envolve uma série de verificações e testes para garantir o funcionamento adequado das instalações antes do início das operações.

Uma dessas etapas é o teste a frio, em que os equipamentos são colocados em movimento pela primeira vez. Entre os equipamentos testados estão os motores, instrumentos de campo, painéis elétricos e a sala de controle. Esse processo simula as informações e rotinas da fábrica como se a área estivesse em operação. Uma das estruturas que passam por essa etapa são as turbinas (turbogeradores) que irão gerar energia para movimentar a fábrica e, além disso, fornecer 180 megawatts excedentes para o mercado – suficientes para abastecer uma cidade com mais de 2 milhões de habitantes.

SIMULAÇÃO AQUOSA

Outro processo de extrema importância durante essa fase é o teste com água. Adicionalmente são realizados testes específicos para cada tipo de instalação, como motores e tubulações, incluindo limpezas e verificações de funcionamento, essa passagem de água simula o processo operacional. Isso é feito fazendo a água circular pelas instalações, permitindo ajustes e testando sistemas de controle e sequências de partida.

Cada unidade tem sua própria sequência de partida e, nesse processo, cada componente passa por uma análise detalhada, garantindo conformidade com normas de qualidade e maior eficiência na operação. Segundo a empresa, durante os testes, os sistemas são testados individualmente e em conjunto, assegurando a funcionalidade dos equipamentos. Sendo bem-sucedida, a partida da planta com matéria-prima – conhecida como start-up – é realizada seguindo uma sequência de partidas adequadas à unidade e ao contexto dos sistemas instalados.

CURIOSIDADES

Foram necessários cerca de 16 meses para concluir a etapa de montagem eletromecânica das ilhas envolvidas na transformação das toras de eucalipto em celulose. Além das ilhas de produção de celulose, a fábrica contempla as plantas químicas, todas as utilidades – ar comprimido, água, efluentes e energia elétrica – e as ilhas de recuperação química que garante uma  produção sustentável com o fechamento de circuito e redução de insumos para a produção.

De acordo com a Suzano, um dos maiores desafios na construção da maior fábrica de celulose em linha única do mundo foi expandir as dimensões dessas estruturas. Foi necessário montar o maior Vaso Digestor já projetado, com 81,3 metros de altura, 14,5 metros de diâmetro e capacidade para 9.243 metros cúbicos de volume.

Dentro dessa estrutura, com altura comparável a um edifício de 25 andares, é onde ocorre o cozimento contínuo de todo o cavaco transportado pelas esteiras inteligentes da fábrica de celulose.

Fonte
Suzano
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