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Suzano intensifica plano para reduzir custo caixa da celulose nos próximos dois anos

Empresa busca operar abaixo de R$ 800 enquanto o mercado enfrenta desvalorização e pressão sobre produtores asiáticos

Diante de um cenário de preços pressionados para a celulose de fibra curta (eucalipto), a Suzano definiu como prioridade reduzir continuamente o custo caixa de produção da matéria-prima nos próximos dois anos. “Entendemos que essa é uma tendência de como vamos gerenciar o negócio para estarmos preparados para qualquer cenário”, disse Beto Abreu, presidente da Suzano, em teleconferência com analistas no início deste mês.

No terceiro trimestre de 2025, o indicador registrou queda anual de 7%, chegando a R$ 801. De acordo com Aires Galhardo, diretor executivo da companhia, a meta é operar abaixo de R$ 800 pelos próximos anos. “Podemos ter impactos pontuais das paradas para manutenção, mas o objetivo é estar abaixo de R$ 800, na média”, afirmou.

A cotação da fibra enfrentou forte recuo na China a partir de abril, após o anúncio das tarifas americanas. Para Leonardo Grimaldi, diretor de celulose da Suzano, o nível atual de preços é insustentável, e a expectativa é de que ocorra uma aceleração no fechamento de fábricas que hoje operam com margens negativas ao longo do segundo semestre.

Mesmo assim, o executivo demonstra mais otimismo. Ele acredita que o aumento de US$ 20 anunciado pela Suzano em outubro deve refletir nos preços nos próximos meses. “Esse otimismo aumentou um pouco pela reversão no custo do cavaco de madeira [matéria-prima para a produção celulose] dos produtores chineses”, afirmou. Segundo Grimaldi, reajustes de US$ 25 a US$ 40 no preço do insumo pressionaram o sistema, favorecendo o consumo de celulose de mercado em vez da madeira local.

Fonte
Valor Econômico
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