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Suzano projeta ganhos bilionários com avanços em produtividade florestal e redução de custos

Presidente da empresa destaca foco em aquisições estratégicas e melhorias operacionais até 2034

Os investidores não devem esperar um grande movimento de consolidação nos próximos anos, afirmou o presidente da Suzano, Beto Abreu, em apresentação na última quinta-feira, 12. Apesar disso, a companhia segue avaliando o mercado para aquisições que tragam ganho de escala.

Neste ano, a Suzano realizou a aquisição de 15% da empresa austríaca Lenzing, em um investimento aproximado de R$ 1,3 bilhão, e concluiu a compra de duas fábricas de celulose e papel cartão da americana Pactiv Evergreen por US$ 110 milhões. “[Essas duas operações] são bem balanceadas no que a companhia considera para crescimento fora do país”, destacou Abreu.

META DE R$ 1 BILHÃO POR ANO COM AUMENTO DE PRODUTIVIDADE

A empresa pretende elevar a produtividade de madeira de 100 metros cúbicos por hectare, registrada em 2023, para entre 107 e 113 metros cúbicos por hectare até 2034. Segundo Carlos Aníbal, diretor florestal da companhia, essa meta poderá gerar um ganho de R$ 1 bilhão em valor presente líquido anual.

Para alcançar esse objetivo, a empresa continuará investindo em operações, silvicultura e melhoramento genético.

REDUÇÃO DE DISTÂNCIAS E MAIOR AUTOSSUFICIÊNCIA EM MADEIRA

A Suzano também busca diminuir a distância média entre florestas e fábricas, de 185 km atualmente para 150 km entre 2029 e 2032. A medida deve gerar uma economia de R$ 480 milhões por ano. Além disso, a empresa quer reduzir sua dependência do mercado de madeira à vista, aumentando a autossuficiência no fornecimento de matéria-prima.

Atualmente, 71% da madeira utilizada pela Suzano é de florestas próprias, enquanto 29% vêm de terceiros. A meta para 2032 é ampliar a representatividade de madeira própria para 87%, limitando a dependência de terceiros a 13%, sendo 6% do mercado à vista e 7% de fomento.

PROJETO CERRADO

O Projeto Cerrado, unidade da Suzano em Ribas do Rio Pardo (MS), está em 80% de sua capacidade de produção, com expectativa de alcançar 100% já em janeiro de 2025, antes do prazo previsto.

A companhia projeta uma redução significativa no custo caixa da unidade, que deve cair de R$ 100 por tonelada atualmente para R$ 64 por tonelada entre 2029 e 2032. Essa economia será impulsionada, principalmente, pela redução no custo da madeira (41%), além de insumos (36%), energia (14%) e custos fixos (8%).

Fonte
Valor Econômico
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