A Suzano, maior produtora mundial de celulose e referência global em bioprodutos a partir do eucalipto, promoveu nos dias 9 e 10 de setembro um treinamento de prevenção e combate a incêndios em aldeias indígenas no município de Aracruz (ES). A iniciativa reuniu cerca de 30 participantes das comunidades Córrego do Ouro, Comboios, Caieiras Velhas, Irajá e Amarelos, com atividades conduzidas por brigadistas da empresa e pelo Corpo de Bombeiros.
Durante a capacitação, os indígenas aprenderam a utilizar abafadores, bombas costais e sopradores, além de técnicas de construção de aceiros e protocolos de prevenção para reduzir riscos de incêndios em matas, plantações e áreas de convivência. A escolha das localidades considerou tanto registros recentes de incidentes, como em Córrego do Ouro, quanto fatores estratégicos, como a estrutura comunitária de Caieiras Velhas.
“Nosso objetivo foi fortalecer a capacidade de resposta das aldeias indígenas diante de situações de risco. Então, mobilizamos nossas brigadas e contamos com o apoio do Corpo de Bombeiros de Aracruz para abordar desde a prevenção até a prática de combate ao fogo”, afirma Arilson Siqueira, Gerente de Inteligência Patrimonial da Suzano.
A empresa destacou ainda que a parceria com as comunidades tupiniquim é parte de sua atuação social. “As aldeias indígenas têm uma importância enorme para a Suzano e buscamos manter uma relação de harmonia e confiança mútua com essas comunidades. Iniciativas como essa fortalecem a segurança, a autonomia e o bem-estar dos povos tupiniquim e guarani, que são parte fundamental da história e da cultura da região”, ressalta Rafaela Cavalcanti, consultora de Relacionamento Social da Suzano.
“A demanda surgiu por causa de ocorrências de incêndios em matas, plantações e até casas dentro das aldeias. Muitas vezes o Corpo de Bombeiros não consegue chegar a tempo, porque atende também outras cidades. Então esse treinamento foi bom para preparar melhor as pessoas que já atuam como voluntárias”, explica Rafael Souza de Oliveira, 33 anos, morador da aldeia Caieiras Velhas e representante comunitário tupiniquim.
“Na teoria, aprendemos sobre a origem do fogo, os fatores que agravam o incêndio e os protocolos de segurança. Depois, na prática, tivemos orientações sobre o uso de equipamentos e fizemos uma simulação real de combate. Foi muito importante para a comunidade”, relata Warley Coutinho, representante da aldeia de Córrego do Ouro.
A expectativa é que novas edições do treinamento sejam realizadas em outras aldeias, ampliando o alcance da ação.












