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Suzano reduz produção de celulose em 4%, mas impacto financeiro deve ser mínimo, avalia BTG Pactual

Banco mantém recomendação de compra das ações da empresa, apesar de mercado desafiador e preços pressionados pela oferta excedente

O BTG Pactual avalia que o corte de 4% no volume de produção de celulose da Suzano, anunciado recentemente, não deve gerar grandes impactos financeiros. O banco aponta que, mesmo operando abaixo de sua capacidade nominal, a companhia já registra um Ebitda reduzido devido às condições desfavoráveis do mercado.

De acordo com o CFO da Suzano, Marcelo Bacci, o excesso de oferta é reflexo do desaquecimento do setor imobiliário na China e de um aumento inesperado na produção doméstica de celulose nos últimos meses. Embora a demanda se mantenha estável, o mercado segue ilíquido, com compradores aguardando uma maior queda nos preços.

A empresa tem registrado interesse de compra a US$ 560 por tonelada, mas o mercado ainda não retomou o equilíbrio. Mesmo assim, o BTG Pactual mantém a Suzano como sua principal recomendação, estimando um rendimento de fluxo de caixa livre ao acionista (FCFE) de 11% para 2025, com a celulose cotada a US$ 575 por tonelada.

O banco também destacou o programa de recompra de R$ 5 bilhões em ações da Suzano nos últimos semestres, indicando que os papéis da companhia estão subvalorizados. A estratégia, que inclui o cancelamento de ações, é vista como uma forma de beneficiar os acionistas.

Fonte
Money Times
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