Suzano registra lucro de R$ 116 milhões no 4º trimestre
Companhia reverte resultado do ano anterior, melhora desempenho financeiro e mantém produção de celulose de mercado abaixo da capacidade nominal
A Suzano encerrou o quarto trimestre com lucro líquido de R$ 116 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 6,7 bilhões registrado no mesmo período do ano anterior. O resultado reflete, principalmente, a melhora no desempenho financeiro da companhia.
Entre outubro e dezembro, a receita líquida somou R$ 13,1 bilhões, queda de 8% na comparação anual, mas avanço de 8% em relação ao trimestre imediatamente anterior. No período, o preço médio líquido da celulose vendida no mercado externo alcançou US$ 538 por tonelada, recuo de 8% em 12 meses. Já o preço médio líquido do papel fico.
As vendas totais atingiram 3,8 milhões de toneladas, sendo 3,4 milhões de toneladas de celulose e 474 mil toneladas de papéis, o que representa crescimento de 4% na comparação anual. As vendas de celulose avançaram 4%, enquanto as de papéis registraram alta de 10% no mesmo intervalo.
No trimestre, o Ebitda ajustado da Suzano recuou 14%, para R$ 5,5 bilhões, com margem de 43%, queda de três pontos percentuais em relação ao quarto trimestre do ano anterior. A geração de caixa operacional também apresentou retração de 24%, totalizando R$ 3,6 bilhões.
O resultado financeiro líquido foi negativo em R$ 3,4 bilhões, uma melhora de 78% em relação à despesa financeira líquida de R$ 15,5 bilhões registrada no quarto trimestre de 2024. Em dezembro, a alavancagem financeira, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda em dólares, ficou em 3,2 vezes, ante 3,3 vezes no trimestre anterior.
No acumulado de 2025, a receita líquida da Suzano alcançou R$ 50,1 bilhões, alta de 6% na comparação anual. O Ebitda ajustado recuou 9%, para R$ 21,7 bilhões, enquanto o lucro líquido somou R$ 13,4 bilhões, ante prejuízo de R$ 7,04 bilhões em 2024.
A empresa informou que manterá, ao longo de 2026, um volume de produção de celulose de mercado cerca de 3,5% inferior à sua capacidade nominal anual, repetindo a estratégia adotada nos últimos anos.
O custo caixa de produção de celulose em 2026 deve permanecer em linha com o patamar de R$ 778 por tonelada registrado no quarto trimestre de 2025, desconsiderando os efeitos de paradas de manutenção. Considerando as paradas, o custo caixa no período ficou em R$ 809 por tonelada, 8% menor que um ano antes, no menor nível desde o quarto trimestre de 2021.
“Teremos uma pressão maior no primeiro trimestre, por causa das paradas de manutenção programadas e eventos ocasionais, mas, depois, teremos um custo caixa estável para o ano todo”, disse Aires Galhardo, diretor executivo industrial de celulose, engenharia e energia da Suzano, em teleconferência com analistas, na manhã de quarta-feira, 11.
Em relação aos investimentos para este ano, a companhia informou que o montante deve totalizar R$ 10,6 bilhões, abaixo dos R$ 13,3 bilhões investidos em 2025.











