Suzano registra lucro de R$ 4,3 bilhões no 1º trimestre, com impacto cambial e pressão de custos
Resultado recua 32% na comparação anual, apesar do avanço nas vendas
A Suzano, maior produtora de celulose do mundo, registrou lucro líquido de R$ 4,31 bilhões no primeiro trimestre, queda de 32% na comparação anual. O resultado foi impactado principalmente pela desvalorização do dólar frente ao real, além da menor receita líquida e do aumento do custo dos produtos vendidos.
Entre janeiro e março, a companhia apurou receita líquida de R$ 10,96 bilhões, recuo de 5% em relação ao mesmo período do ano anterior. No mercado externo, o preço médio líquido da celulose ficou em US$ 562 por tonelada, alta de 1% na comparação anual, enquanto o preço médio do papel apresentou queda no período.
As vendas totais somaram 3,21 milhões de toneladas, crescimento de 6% frente ao primeiro trimestre de 2025. O volume de celulose avançou 7%, para 2,83 milhões de toneladas, enquanto o de papel recuou 6%, totalizando 378 mil toneladas.
O Ebitda ajustado atingiu R$ 4,58 bilhões, queda de 6%, com margem de 42%, estável em relação ao ano anterior. Já a geração de caixa operacional foi de R$ 2,52 bilhões, redução de 4% na mesma base de comparação.
O resultado financeiro líquido foi positivo em R$ 4,61 bilhões, abaixo dos R$ 7,69 bilhões registrados um ano antes. As variações cambiais e monetárias contribuíram com R$ 2,91 bilhões, impulsionadas principalmente pela desvalorização de 5% do dólar frente ao real em relação ao fechamento do quarto trimestre de 2025.
Ao fim de março, a alavancagem financeira da companhia subiu para 3,3 vezes a relação entre dívida líquida e Ebitda em dólar, ante 3,2 vezes um ano antes.












